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"Todo eu sou qualquer força que me abandona." Alberto Caeiro 26 anos Publicitária Sagitariana Admiradora do mar Admiradora da lua Ama música Ama literatura Ama as artes
Para falar com o mar
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Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006
Foi assim num dia claro que o mar se tornou mais ofuscante que o sol. O astro rei cegou com toda a sua solidão foi assim, que o mar calmo das 6h maré baixa (se tornou mais rala ainda) quase areia, sem sombra, sem dúvida, sem luz. Foi assim numa tarde clara que o mar se tornou triste e chorou, a dor do tempo. Tempo infame de quase cinco minutos a mais que já tinham passado sem dó foi assim, que o mar agitado das 17h maré alta (se tornou um onda oceânica) quase afogou, com suor, com sobriedade, com luz. Foi assim, dando adeus, ouvindo os Bem-te-vis no topo das árvores, também no topo da construção dando mais um adeus. E a tal maré? Foi baixa e depois alta Foi alta e depois baixa A tal da maré Não deixou meus pés marcados na areia quando se foi... A perfeição - Clarice Lispector O que me tranqüiliza é que tudo o que existe, existe com uma precisão absoluta. O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete não transborda nem uma fração de milímetro além do tamanho de uma cabeça de alfinete. Tudo o que existe é de uma grande exatidão. Pena é que a maior parte do que existe com essa exatidão nos é tecnicamente invisível. O bom é que a verdade chega a nós como um sentido secreto das coisas. Nós terminamos adivinhando, confusos, a perfeição. mensagens na garrafa: / |