"Todo eu sou qualquer força que me abandona."
Alberto Caeiro


Sobre o mar:
26 anos
Publicitária
Sagitariana
Admiradora do mar
Admiradora da lua
Ama música
Ama literatura
Ama as artes

Para falar com o mar

Ando escutando:

Chico Buarque
Zélia Duncan
Indigo Girls
Jevetta Steele
Amy Grant



Na lista de leitura:

A Arte da Guerra

O homem duplicado

Fragmentos de um Discurso Amoroso

Não se pode ser feliz e amar ao mesmo tempo

Onde o mar vai:

A Menina no Espelho
Alma do meu Sonho
Alma Perdida
Ampulheta Azul
Avesso dos Olhos
Bloco de Notas
Brisa do Mar
Cais em Plano
Crazy Salad
Desnudas
Entre Nós
Estabelecimento da Certeza
Lullaby
Menina do Vento
Meu vício desde o início
Misstieme
On Camera
Ou Isto Ou Aquilo
Pedaços de Pessoa
Rafas
Recanto da Lua
Transmutação
Walkwoman




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Segunda-feira, Janeiro 10, 2005

Segunda de manhã, chegada a São Paulo.
As vezes sinto vontade de nunca voltar.
As vezes a volta é cansativa.
Por vezes faria meia volta volver.

Hoje segunda. E um arco-íris no céu.
Que só eu vi. Só eu e mais ninguém.
Se alguém mais viu se manifeste.

No final dele? Não tinha final, nem vi começo.
Não era muito colorido. As cores não eram fortes.
Mas era sim, um arco-íris.

Olhos grudados ao redor do sol.
Lá estava ele quietinho sem querer ser notado.
Talvez eu estivesse dentro de um pensamento,
não meu, mas de Caeiro...



"Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela."

(Não Basta - Alberto Caeiro)


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Quarta-feira, Janeiro 05, 2005

Ano que muda, mudo eu também
Mudo os rumos, mudo de querer mudar
Mudar de casa, de lugar, de pensar
Mudar de trabalho, mudar de rua
Mudo não no silêncio
Mudo de quem quer falar
De quem anseia mudar
E não se calar.

Não mudo de prosa, vou de verso
Não mudo de verso, vou de prosa
Mudo de canção, de direção
Mudo daqui para lá
Ainda na transição

E vem Cecília sempre Cecília.

"... Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."
(A arte de ser feliz - Cecília Meireles)


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