"Todo eu sou qualquer força que me abandona."
Alberto Caiero


Sobre o mar:
26 anos
Publicitária
Sagitariana
Admiradora do mar
Admiradora da lua
Ama música
Ama literatura
Ama as artes

Para falar com o mar Como está o mar hoje: Meu humor atual - i*Eu!

Ando escutando:

Chico Buarque
Zélia Duncan
Indigo Girls
Jevetta Steele
Luiz Melodia



Na lista de leitura:

A Arte da Guerra

O homem duplicado

Fragmentos de um Discurso Amoroso

Não se pode ser feliz e amar ao mesmo tempo

Onde o mar vai:

A Menina no Espelho
Alma do meu Sonho
Alma Perdida
Ampulheta Azul
Avesso dos Olhos
Bloco de Notas
Brisa do Mar
Cais em Plano
Crazy Salad
Desnudas
Entre Nós
Estabelecimento da Certeza
Lullaby
Menina do Vento
Meu vício desde o início
On Camera
Ou Isto Ou Aquilo
Pedaços de Pessoa
Rafas
Recanto da Lua
Transmutação
Walkwoman




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Sábado, Janeiro 31, 2004

Eu também sei fazer poesia breve.
Hoje não sou nem curta nem longa.
Hoje sou sorriso dentro da alma.
Eu também sei fazer contos longos.

"Sutil palavra
De uma lembrança plena
Que na noite fria
Caiu serena"

(F.G.)


Ela me chama. Eu queria ir.
Ela me chama. Eu tenho que ficar.
A corda aperta mais no pescoço.
Sinto um rubor na face.
Ela me chama para amá-la.
Ela me chama... ela me deixa nervosa.
Ela me chama, eu quero amá-la.

Eu? Não sei o que ela está pensando em fazer.
Enquanto isso. Sou toda sorrisos e abraços.
Sou carinho e amizade.
Sou o mais puro amor que ela pode ter.

Ei, você, psiu, amor.
Não quer refazer a nossa história?
Recomeçar. Do zero, ou quase zero.
Não quer refazer aquela nossa história?
Só eu e você... só a gente. Não quer?

mensagens na garrafa: /
Domingo, Janeiro 25, 2004



"Do começo (que estava guardado lá longe e eu fui buscar)"

Calça jeans, uma camiseta qualquer. Mochila verde nas costas.
Alguns cds na mão. O coração disparado. Um flat nos Jardins.
Sexta-feira depois do trabalho, a cidade um caos.
Você não achava nenhuma rua. Eu sabia todas de cor e ia te guiando.
Desde o primeiro dia eu te guiei não é? E isso sempre foi um prazer.

As mãos suavam. Não me lembro mais o número do quarto. Me lembro da porta branca.
Lembro dos segundos que fiquei diante da porta fechada. O dedo quase na campainha.
Decisão tomada e campainha soada. Você perguntou se era eu. Sim sou eu mesma.
A porta abrindo e eu vi primeiro seu cabelo. Loiro, liso, com mechas.
Você pendeu o rosto e o cabelo refletiu na luz.
Depois veio o rosto em si. E um belo sorriso estampado. Todo meu.
Eu estava preparada para levar de ti todos os contornos.

"A primeira impressão?". E a resposta foi a mais sincera que ouvi.
Mesma cadeira. Os cds foram a primeira desculpa para o primeiro contato.
Seu cheiro me invadia os poros, me deixava um pouco cega. Era inebriante.
A proximidade era inevitável. Os corpos pediam. Os movimentos ainda eram tímidos.
"Vamos beber alguma coisa?". E foi a primeira vez que dirigi seu carro.
Te levei no meu esconderijo. Rimos, a timidez se esvaia com a noite.
"Vamos embora? Estou cansada". E voltamos para o nosso primeiro beijo.

Eu sentada no sofá. Você ao meu lado. Eu te olhando através da pele.
Eu te sentindo por todos os cantos do meu corpo.
Fecho os olhos, sinto seu pescoço com meu nariz. Vejo que você cedeu.
Você inclinou a cabeça, seu cabelo caiu sobre minha face.
As bocas encobertas. Aquele foi o momento perfeito para te beijar.
Tudo encoberto por nós mesmas. Tudo fechado no céu sereno.
A música solta dentro do apartamento. Aquela que você me mostrava de longe.
Eu ouvia com você todos os refrões e já pedia mais... "


Não sei qual foi o estopim para este post. Não sei mesmo.
Tantos tem falado que ando triste. Será que eles tem razão?
Outros falam que nós deveríamos... você sabe.
Alguém me falou que não se deixa ir assim.

Eu? Fico parada na estação que você partiu.
Talvez o trem volte com você junto. Talvez não.
Ainda espero naquela mesma estação. Ouvindo as mesmas músicas.
Quase que com a mesma roupa. Só um pouco mais magra e bronzeada.
Eu? Ainda não tomei nenhum outro trem. Ainda tenho esperança.
Eu? Estou ouvindo Indigo aqui e isso me dá esperanças.
Eu? De vez em quando choro de felicidade, também choro por tristeza.
Eu? Tenho muitos desejos. Um deles vou realizar logo.
Eu? Quero que você seja feliz. Estando onde estiver.
Seja lá onde seu trem for parar e te deixar.

NFHMILY

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Quarta-feira, Janeiro 21, 2004

Ando sumida pelo interior.
Me banho em doces acalentos.
Ganho beijos e sorrisos.
Ganho carinhos e mais sorrisos.
E na hora de partir.
Me parto.

Te amo mais ontem que hoje.
Te amo mais hoje que ontem.
Não entendo mais hoje que ontem.
Não entendo mais ontem que hoje.
Procuro o mapa e a rota certa.

Sumo nas palavras e tudo que mais quero é escrever.
Tenho febre de querer ser mais cuidada.
E você me transforma em sonho.
E eu te transformo num sonho.
O sonho fica distante e platônico.
Quase te realizo... por um triz.

O que eu faço então?
Sigo o caminho da sua casa?
Deixo que meu carro me leve sempre até você?
Fico quieta sem pedir o que eu quero?
Espero você querer me levar para algum lugar?
Eu desejo tantas coisas.
Entaladas aqui na garganta, no peito, na boca, no corpo e na alma.

Quero te levar de barco para longe daqui.
Te falar finalmente tudo que tenho dentro.
Quero te agarrar na palavras e nas saudades.
Quando e onde? Preciso colocar para fora.
Nadar até o sem fim e não voltar.
Tudo entalado aqui... tudo...
Preciso fala...

...as vezes você me faz chorar silenciosamente e continuamente.
...as vezes você me faz rir compulsivamente.
...as vezes eu queria te falar tudo que sinto.
...as vezes eu não queria mais nada.
...as vezes eu precisava conversar mais sobre mim.

...não aguento o silêncio...

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Terça-feira, Janeiro 06, 2004

Estou longe de casa.
Quase próxima de um paraíso.
Menos de dois passos.
Menos de um palmo.

Hoje eu ando aqui para dentro.
Amanhã estarei fora.
Praia, mar, areia, natureza.
Amanhã meu encontro comigo.

Faz tempo que não vejo o mar.
Faz tempo que não me olho realmente no espelho.
Outro dia vendo um filme percebi que algumas coisas são frágeis demais.
Meu amor virou uma embalagem escrito "frágil".
Meu amor é como o filme "Fogo Sagrado".
Não conto do meu amor pois está lá...
...No final do filme... No meio também...

Eu atiro palavras frias ao vento.
Sinto uma raiva enorme por ter perdido.
Vejo alguns sinais aqui e ali.
Fecho os olhos e a alma para não entender.

"...it was the sweetness of your skin
it was the hope of all we might have been
that fills me with the hope to wish
impossible things

but now the sun shines cold
and all the sky is grey
the stars are dimmed by clouds and tears
and all i wish
is gone away
all i wish
is gone away

all i wish
is gone away"
(The Cure - To Wish Impossible Things)


Uma frase ressoa distante:
"Eu acho que estou te deixando ir de vez, parece que é melhor assim,
eu vou embora por ali e vê se fica bem aqui tá?! Eu estou te
atrapalhando. Eu te levo dentro de mim. Não vou te esquecer. Está
na hora de te deixar viver em paz. Sem este meu amor a te confundir"

Não a frase ainda não foi dita nem está pronta.
Os castelos ainda estão a ruir.
Por mais que eu tente a areia foge dos meus dedos.
Foge...

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