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"Todo eu sou qualquer força que me abandona." Alberto Caiero 25 anos Publicitária Sagitariana Admiradora do mar Admiradora da lua Ama música Ama literatura Ama as artes
Para falar com o mar
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Quinta-feira, Novembro 27, 2003
Tem certas ondas que não saem da minha cabeça. No rádio, no mar, no celular. Ondas e mais ondas. Me pegam e me levam.
Friction - The Williams Brothers I wish this was the first time we meet When we didn't know what we did When we didn't care what we ment When I see you, I see myself too Whenever we're alone There is friction (...) There is friction What else makes a fire start There is friction A colision between your heart and mine I wish that you were someone Other than you tonight You know my every move There's nothing I can hide When I see you, I see myself too Whenever we're alone There is friction mensagens na garrafa: / Domingo, Novembro 16, 2003
O sal do mar deixa minha boca sedenta. Volto a me banhar na mesma água. Sento no mesmo banco da praia. Olho o mesmo pôr do sol. Sinto os mesmos cheiros. Fecho os mesmos olhos. Abro o mesmo sorriso. O sal do mar gruda na minha pele. A pessoa doce de água do mar. Sal na pele e na alma. Tempero que pode mudar tudo. Se a sua língua passasse em mim... ... meu sabor estaria escondido. Suas papilas não me alcançam. Seus olhos me olham de mais longe. Sua boca voa por aí. Te escrevo cartas e rasgo todas. Me escrevo poemas e jogo-os na maré. Te escrevo vontades. Me escrevo saudades. Te escrevo uma volta. Me escrevo uma ida. Não tenho pernas para ficar. Não tenho pernas para fugir. Entro num estado de letargia e espero. Era minha segunda chance. Era sua primeira. E nossos passos não foram na mesma direção. Passei a não me sentir. A tontura, a dor, o enjôo. Tudo tem resposta dentro de mim. E agora? Eu coloquei as mão no rosto. Protegendo os olhos. Não quero ver. mensagens na garrafa: / Segunda-feira, Novembro 03, 2003
E a volta está mais presente num pacote hermético. Estou plena de certezas e quanto mais as penso... ...mais incertas se tornam. O que ontem era tarde hoje vira noite. O que eu posso é conseguir um lugar perto do seu. São últimos versos de um pequeno exílio. Ou últimas palavras. Ontem um texto morto passou por mim. Na madrugada um homem comprando uma flor. E o texto corria morto. Assim como começou. Das ansiedades? Das saudades? Das ausências? Das vontades? Das carícias? Das noites? Das tardes? De tudo o mais? Das indagações sobre o amanhã. O que será que ela tem para me falar? O que será que ela vai fazer? O que será que ela vai decidir? O que será que ela está pensando? O que será que ela está passando? Será que ela...? Depois de amanhã é mais um outro dia. Depois do amanhã de tarde ou de noite. Não importa a hora. As respostas estão chegando depois ou depois... ...de amanhã. E o que será que ela vai dizer? E o que será que ela vai fazer? Depois de depois de amanhã... mensagens na garrafa: / Domingo, Novembro 02, 2003
Eu recomeço aqui. De onde não parti. Junto as mãos para formar um pequeno círculo. Somo os dias. Conto os fatos. Subtraio as dores. Eu abro uma porta aqui. Saio de fininho. Eu recomeço aqui. De onde estou partindo. Provo mais um sabor desconhecido. Esqueço por alguns instantes o fogo aceso. Arde algo dentro de mim. Alarde algo dentro de mim. Se sonha um sonho "des-sonhando". Procura-se um morro com ventos. Ou uma sombra que diga alguma coisa. Procura-se uma praia com ondas. Ou um campo com estrelas. Retraço o pequeno mapa de casa. Me propus e agora faço. Pinto de vermelho um cavalo. Deito numa grama amarela. Escrevo com lápis roxo. Desenho mais uma casa. Desta vez laranja. Da cor não me importa. Contorno os conteúdos. Faço sombras e nuvens sobre um mar morto. Entendo perfeitamente o que não digo. Entendo mais ainda as palavras não escritas. Esqueço do sentido e me procuro no não-saber. Sei que estou feliz por não entender. Sei que estou feliz por não ter que explicar. Sei que ando contando ao contrário. Sei que... Nem quero mais saber. E assim fico feliz. mensagens na garrafa: / |