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"Todo eu sou qualquer força que me abandona." Alberto Caiero 25 anos Publicitária Sagitariana Admiradora do mar Admiradora da lua Ama música Ama literatura Ama as artes como chegar no fundo do mar? Marés anteriores:
Onde o mar vai: A Menina no Espelho Apesar de tudo Estação Acidental Haze Libélula Musas On Camera Rafas Recanto da Lua Rosa Menina Shineon Vá! Vamos? Walkwoman |
Quinta-feira, Fevereiro 27, 2003
Missa de sétimo dia. Fomos eu e minha mãe. Me senti bem. Me emocionei. Foi tudo muito bonito. Fiquei assim absorta. A quantidade de amigos. Como esta minha amiga deve ser feliz. Tanta gente ali por perto. Amigos de longa data. De risos e choros. De ombro amigo e de tapa na cara. Todos ali ao lado da família toda. Estávamos lá. Caiu uma gotinha. Na ida para o trabalho. Eu e minha mãe no carro. E do nada. Do nada mesmo. Minha mãe solta uma frase igual a que minha nonna falava. E nos lembramos dela com muito orgulho... Por falar nisso. Vó o Parmera ganhou ontem. Mas se prepara. Pegamos o Corinthians agora. Arruma sua poltroninha aí e ajuda a gente viu!!! Tudo anda a flor da pele. Os caminhos se cruzam. Quero sair e ver o mundo. E o mundo vem a mim. Dá trabalho crescer. Eu dou muito trabalho. Mas sou tranquila. Na minha. Mas sou difícil de se entender. Mas tem quem queira entender. Mas tem que ter paciência. Quando menos a gente espera. Quando menos. É subtração. Vem o contrário. Quanto mais a gente espera. Quanto mais. É adição. E a gente se surpreende com os amigos. É hoje eu sei que é assim mesmo. São os amigos que levam a gente. E a gente leva os amigos. A gente chora junto. E dá lenço de papel. Para secar. A gente rema junto. Vai junto. Torce junto. Para chegar. A gente espera junto. Canta junto. Ri junto. Para estar. A gente só quer manter a amizade. A gente fica. Para permanecer. Eu hoje dou um abraço em cada pessoa amiga. Mesmo os que não estão mais. Mesmo aqueles que sempre passam em pensamento. Eu hoje estou nesta jangada... Pode ser apenas com um amigo... Sabe qual meu destino? Encontrar todos... e mais alguns que ainda estão por vir...
mensagens na garrafa: Terça-feira, Fevereiro 25, 2003
Fotos. Não sou de tirar fotos. Mas aprecio. Gosto de tirar fotos diferentes. Sempre invento alguma coisa nova. Ontem falávamos disso. Tenho a primeira foto. A primeira de quem sabe muitas que virão. Também tive o prazer de ver outra foto. E perceber que ali havia inteiração. Gosto de analisar fotos. Mas sabe do que? Eu tiro as fotos aqui dentro de mim. Dentro da minha cabeça. Por isso que tenho ótima memória fotográfica. O momentos ficam dentro de mim. E apenas para mim. Tenho tudo registrado aqui. Neste ponto sou egoísta. Trabalho, ansiedade, feriado, cansaço e muito calor. Psica hoje. Foi bom demais. Precisava desabafar. E ele concordou comigo. Me entendeu. E percebeu que ele também é assim. O assunto? Delicado demais para trazer aqui. Essas tais fotos. Umas que mostram outras que escondem. Essas tais fotos. Quero algumas que ainda não tenho. Essas tais fotos. Quero rever outras. mensagens na garrafa: Domingo, Fevereiro 23, 2003
Nada de muito assim a declarar hoje. Ainda estou um pouco abalada. Ainda estou com alguns resquícios. Noite conturbada. Final de semana mais ainda. Lembrei desta música. Ouvi repetidamente. Tantas coisas me vieram ontem e hoje. Angústias, medos, afazeres... Conversando vi algumas pendências. Conversando vi algumas semelhanças. Foi uma boa conversa que tive de tarde. Toca telefone, toca. E tocou? Não! With or Without you - U2 (...) Through the storm we reach the shore You give it all but I want more And I'm waiting for you With or without you With or without out you I can't live With or without you And you give yourself away And you give yourself away And you give And you give And you give yourself away (...)
mensagens na garrafa: Sábado, Fevereiro 22, 2003
Meu post de hoje será diferente. Ontem, o dia foi estranho. Na verdade tudo começou antes do dia de ontem. Durante a semana fiquei esperando ela vir para cá. Íamos nos ver. Mas não deu. Depois também eu poderia ter ido numa festa. Ou ter saído para tomar alguma coisa. Nada. No final das contas trabalhei muito. Cheguei em casa e jantei. Nem tinha levantado da mesa quando meu celular tocou. Uma grande amiga. Tinha acabado de perder a vó. No hospital. Assim, repentino. Levantei, saí correndo e fui direto para lá. Que dor, que grande dor. A cena nem descrevo. Foi trsite demais. A família perdida lá. Cheguei logo. Ela me abraçou, fiquei por ali. Sem reação. Eu sei como é esta dor. Pois minha avó foi assim também. Eu sabia o que era aquela dor tão profunda. A pessoa estar ali do seu lado. E no minuto seguinte. Tem que ser na lembraça. Ai que dor terrível. Suportei o máximo que pude. Até chegar em casa. Às 2:30h da manhã. Aí sim, sozinha, no meu quarto eu chorei, mas chorei tanto. Lembrei da minha querida avó. E imaginei a dor da minha amiga agora. Não é fácil. Ela tinha um relacionamento com a avó igual ao meu com a minha. Vai ser difícil. Aliás qualquer perda é muito difícil. Demais para lidar. O que eu poderia fazer eu fiz. Não costumo falar muito nessas horas. Apenas deixo a minha presença ali. Se precisam me pedem. E foi assim que aconteceu. Aqui em casa, meus pais, ficaram igual abalados. E quando as coisas saem dos eixos. Saem mesmo. Minha irmã anda nervosa também. O que será?! Alguém me fala?! A avó da minha carioca também está internada. Está tudo do avesso. Tudo. E eu não consigo achar explicação. Porque eu sempre quero explicações. Quero entender os porquês. Ontem, naquele quarto do hospital. Vi aquela família. E as trocas de olhares entre eles. Aquelas palavras que não saíam. Via aquelas meninas perdidas, chorando, tristes. Aquela mãe que perdeu a mãe. E aqueles olhares que eu nunca tinha visto entre elas. Será que elas viram isso? Eram 3 irmãs, a mãe e o pai. Será que eles viram tudo aquilo que não falaram? Pois eu vi... e era tudo muito sincero, muito doloroso. Aqueles olhares sem explicação. Aqueles gestos, a postura do corpo. As pessoas chegando aos poucos e ajudando no que podiam. Os ombros amigos. E a perda, aquele cheiro de perda no ar. Quanta angústia. E que já passei por tudo aquilo. Quando perdi minha avó foi assim. Num dia de noite a levei para casa. No dia seguinte ela estava morta. E foi isso... fim da vida. O sentimento que me assolou por muito tempo. Ainda mora em mim. E se eu tivesse visto?! Tivesse feito alguma coisa. Tivesse impedido alguma coisa. Mas não tem como. Porque quando chega a hora tem que ir mesmo. Essa é uma viagem da qual não se pode adiar o embarque. A dor da perda da minha nonna ainda está aqui dentro de mim. Ela me carregou muito tempo. Éramos tão parecidas. Ela que me entendia. Ela que me dava o que eu precisava. E ontem!? Ouvi as mesmas palavras da minha amiga... e ali eu soube... que mal começou a dor. Onde tem chão tem terra, tem alguma coisa ali. Onde tem vida tem alguém ou alguma coisa. Onde tem vida também tem morte. Porque é assim mesmo. Isso tudo aqui está sendo muito difícil. Essas palavras e todo o sentir. Minha carioca acaba de me ligar aos prantos. Está chocada com as coisas que viu no hospital. Ela foi ver a vó hoje. E tomou um choque. E está muito mal. E eu estou aqui. Me sentindo impotente em relação a tudo. E ela foi direto no assunto. Eu estou longe. Não posso fazer nada. E mesmo se estivesse perto. O que eu poderia fazer? Não tenho poder algum, nem eu nem você nem ninguém. O que podemos é tentar. E por vezes erramos nessas tentativas. Fico de mãos atadas. Querendo fazer e não poder. Apenas posso ficar na esperança. Queria estar no velório. Mas foi em outra cidade. Fico de pensamento presente. Queria estar no Rio cuidando dela. Fico de pensamento presente. Queria estar chorando no colo da minha avó. Fico de pensamento presente. Queria estar... assim... estar... sem mais nem menos nem nada. Queria estar... Mas quando escrevi: "Que venha a vida." Eu falei sério. E assim foi. Faz parte da vida. Porque a morte faz parte da vida. A ausência, impotência, carência, medos, dores... Porque a vida faz parte da vida. Ter filhos, continuar, levantar, andar, enfrentar... E o que mais que a gente pode fazer?! A não ser ter sempre alguma boa lembrança. É, levar aqueles bons sentimentos para sempre. Histórias boas. Sentimentos bons. Para finalizar. No dia seguinte que minha nonna morreu havia a semi final da Libertadores. Sim futebol. E todos aqui em casa são Palmeirenses. Pois então. Palmeiras x Corinthians. E sempre durante os jogos quando meu time fazia gol eu ligava para ela. Mesmo ela estando na casa dela e eu na minha. A gente comemorava junto. Naquele dia nada. Sofri o jogo todo. Depois os pênaltis. Pênalti é sempre sofrimento. Mais sofrimento?! E eu vi. E foi daquele jeito. O Marcos (goleiro) salvou um. E meu time se classificou. E naquela hora eu corri para o telefone. E tocou, tocou, tocou... E enquanto tocava eu ficava falando: "Nós ganhamos, nós ganhamos!!!!"... É minha nonna querida, a gente ganhou aquele dia. Acho que você deu uma ajudinha né?! Foi para você aquilo. Foi sim, seu time, sua neta, uma vitória. Quero que saiba que nosso time piorou muito. Você viu o melhor dele. Até segunda divisão nós pegamos... Mas a gente recupera. Quero que saiba que eu continuo ganhando. Que me formei, sou feliz, que estamos bem. Estou trabalhando, sou honesta, tenho orgulho de quem sou. Estou construíndo meu caminho. Tenho apoio dos meus pais. A Livia está bem. Algumas vezes ela sente a sua falta. Ela se lembra sim. Eu sempre me lembro. Quero que saiba que te amo muito. Quero que saiba que sou uma pessoa feliz. Quero que saiba que por causa de você eu sou quem sou. Vim de você. Vou um dia até você. E enquanto isso, vou mostrando para todos de onde que eu vim. E para onde vou. Tenha certeza que vou longe. Bem longe mesmo. Tenho um belo futuro. Um beijo grande, saudades, carinho... e tudo mais. Como é bom me lembrar de você... Como é bom!!! mensagens na garrafa: Quinta-feira, Fevereiro 20, 2003
Que dia, mas que dia!!! Ontem e hoje. Ontem, algumas encrencas. Hoje, muitos acertos. Trabalho novo. Vai bem obrigada. É imagem que não para mais. Adaptação. Gente nova. Pessoas interessantes. Pessoas e mais pessoas. É um entra e sai o dia todo. Uma liberdade que eu não tinha. E aprendo sempre mais e mais. E ela? A avó dela hoje melhorou. Agora de noite. Notícia boa. Estamos torcendo aqui e lá. E ela? Acho que vem para cá no carnaval. Passar comigo. No sossego. Na tranquilidade. E ela? Está sabendo lidar comigo. E ela? Tem sido muito especial. E ela?... tem feito com que eu me conheça mais. Amanhã tenho psica cedinho. Amanhã tenho um longo dia pela frente. E ânimo mais que renovado para continuar. Minha amidalite está controlada. Antibiótico e anti-inflamatório.... blergh... odeio remédio. O ápice do dia foi na verdade a noite. Como a noite sempre me traz boas notícias. Fui ver um outro lugar. Uma pseudo-entrevista. Num lugar conceituado aqui de sampa. Deixo para depois... depois comento sobre isso. Deixo para quando quem sabe conseguir. Porque me animei de um tanto. Porque me vi onde estive esta noite. Eu quero!!! Quero sim!!! Hoje não consigo achar um tema para finalizar meu post. Vou procurar alguma música. Alguma imagem. Algo que possa me traduzir. Traduzir não... algo que me complete.
E que venha a sexta. O final de semana. E que venha a vida inteira pela frente. E que venha assim, como for e quando for. Que ela venha logo. Porque a saudade já está grande. Que ela venha logo. E quando chegar vou estar assim. Estou de braços abertos. Pode vir tristeza e alegria. Pode vir solidão e companheirismo. Pode vir... venha. Agora estou muito viva. Agora estou muito pronta. Agora EU estou. mensagens na garrafa: Terça-feira, Fevereiro 18, 2003
Não me sinto bem. Fui deitar com dor de garganta. E o dia todo foi isso. Dor. Muito trabalho, muito ar gelado. Conversas esparsas... Tenho voltado para casa a pé. O trabalho é aqui pertinho. E tem me feito bem caminhar. Penso em tantas coisas andando sozinha. Tenho prazer nisso... Em casa. Tudo anda mais que tranquilo. As coisas mudaram muito. Depois do "você sabe que eu sei que você sabe". E as relações vão bem obrigada. Maior surpresa do dia. Surpresa daquelas assim... que deixa a gente sem chão. Ela fala muitas coisas. Conversamos bastante. Trocamos muitos emails. Trocamos muitas coisas. Ela adora conversa. E adoro escrever e falar mais. Chego em casa. Abro meu email e lá está. Ela escreveu. Com estas palavras que reproduzo aqui. Assim desse jeito mesmo. Sem tirar nem por. Ela escreveu para mim. E me tirou o respiro. Porque ninguém nunca falou assim de mim. Ainda estou sem chão. As coisas não andam boas para ela. Eu vou segurando na mão dela e acompanhando. As coisas estão mais difíceis para ela. Eu vou do lado, calada e sentindo tudo. Ela falou isso: Obrigada meu DEUS, a Flá é um presente né? E eu respondo: Obrigada meu DEUS, por me ouvir e me atender! mensagens na garrafa: Segunda-feira, Fevereiro 17, 2003
Queria escrever mais um pouco. Mas o que eu ia dizer? Ah queria poder falar mais. Não aqui. Pois sou melhor com a escrita mesmo. As vezes me falta falar mais. Sou calada. Observadora. Me perco em pensamentos. Sábado revi Deus é Brasileiro. Com outro olhos. Vi a trsiteza daquele filme. E vi como o amor é importante. Agora lembrei o que eu queria dizer. Quinta, antes de decidir se ia mesmo. Eu surtei. Fiquei conversando e surtei. Não falei nada. Mas fiquei surtada mesmo. Cheguei a dizer que se eu pudesse. Ah se eu pudesse. Tiraria de mim todo e qualquer sentimento. Qualquer coisa relacionada ao amor. Sim falei. Falei mesmo. Que seria mais simples. E conversando. Que eu vi. Que não vivo sem sentimento. E conversando. Que eu vi. Que eu preciso amar e ser amada. E conversando. Que eu vi. Que sou carente. Mas tão carente. E conversando. Que eu vi. Como a gente se entende. É coisa de amizade antiga. De quem sabe quem é. Depois da conversa melhorei. E quando acordei na sexta. Primeira coisa que fiz foi ligar e marcar a passagem para de noite. Eu tinha que ir. Tinha sim. E fui decidir apenas na manhã da sexta. Foi em cima da hora. Mas foi. Ou melhor... eu fui. Mas eu não ia... E reproduzo aqui o que eu tinha guardado. O que seria o post daquela noite. Mas que mudou... Mesmo assim. Acho válido colocar aqui. Este era o post da quinta dia 13/02: "Decisões. É o famoso: "Ou Isto Ou Aquilo" Ou fico e me dedico ao novo trabalho. Ou vou e me dedico à minha querida. Como um tempo atrás coloquei este poema. E alguém me sugeriu. "Faça os dois". Pois então decidi. Vou para o Rio e volto na madrugada do domingo. Segunda vou direto para o trabalho. E seja o que Deus quiser. Sorte a minha que Ele tem andado comigo. Se dá certo ou não. Isso só na terça que iremos descobrir. Se eu vou ser demitida. Ou se perco a namorada. Também na terça que vou descobrir. Apenas sei que vou. E quem se importa?! "...Alta noite já se ia..." E mudou tudo... caiu... a cortina... E fechou o tempo. Trovejou em mim. A espera agora aumentou. De amanhã passa a ser mais uma semana. Esta fila que não acaba mais. Entristeci. Do verbo entristecer. De quem chora bastante sabe." Ainda bem que mudou o caminho. Mas mesmo assim. Guardei o post. E senti vontade de publicar. Pois foi parte do meu sentir. E o que eu senti? Que deveria estar lá com ela. E eu fui atrás dela...e tive um final de semana lindo. mensagens na garrafa: O mar voltou. A viagem é longa. Nem tanto. Porque a ida é rápida. E a volta dolorosa. Sábado 5h da matina chegando no Rio. Uau... cedo é pouco... Mas tudo bem. Vale cada segundo. Passamos o dia juntas. Todo o tempo. Ali do lado. Ai, como é bom. Como vale a pena sim. E sabe, eu não ia não. Mas uma conversa com um amigo me fez mudar os planos. Obrigada "migo". Pois o que você falou me fez feliz. Me fez ir atrás de quem eu gosto. E como você falou. Vale mesmo a pena quando a gente está com quem gosta. O Rio é lindo. Os tiros então nem se fala...rs Passei mal de medo, mas claro, mantive a pose. Sendo que tremia da cabeça aos pés...rs Tudo bem. Susto de principiante. E domingo? Ah domingo foi dia de partir. Mas até a hora de partir... Dormimos pertinho, fomos comer, andamos, tomamos sorvete. Dei presente, ganhei presente, conversamos... Em suma, foi bom e mais um pouco. Depois rodoviária. Caminho de casa. E um pedaço que fica partido. Sem remendo. Remenda só quando aparece o outro pedaço. Fiquei triste, chorei um pouco. E a volta foi assim. Com lua cheia... ah esta lua... sempre me acompanha. E quantas luas que vão indo? E quantos sóis que vem? Sei que estou de volta. Com trabalho novo. Lugar aqui pertinho de casa. E ando estranha. Insegura. É ela me deixa insegura. E ao mesmo tempo que me dá tudo que pode. De um beijo que me tira do sério. Até uma palavra mais forte. Tenho emoções que nunca tive. Tenho choros que nunca tive. Tenho risos que nunca tive. Tenho uma pessoa assim... que nunca tive. E acho que isso está fazendo toda a diferença. Tem mais? Tem sim. Tem quem sabe no próximo final de semana. Também pode ter no outro. Problema tem. Pela demora. Mas não tem. Porque eu posso esperar. De espera em espera. Eu também espero. E quem não espera? mensagens na garrafa: Sexta-feira, Fevereiro 14, 2003
A seguirn cenas do próximo capítulo. Estou arrumando as malas. Segunda eu volto. Estou indo... Todo o mais fica para a volta. Porque a maré vai e volta. Um dia enche e no outro está vazia. Estou indo... mensagens na garrafa: Quarta-feira, Fevereiro 12, 2003
Muito a se falar. E me calo. De tantas conversas. Apenas relembro. Ouço uma música. E me calo. Sinto a vibração. Apenas penso. Que fica assim. E me calo. Peço calor. Apenas sinto. Deixo o registro. E me calo. Sou abençoada. Apenas existo.
Romeo and Juliet - Mark Knopfler versão: Indigo Girls a love struck romeo sings the streets a serenade now he's laying everybody low he's got a love song that he made he finds a convenient streetlight and he steps out of the shade and says something like "you and me, babe, how about it?" juliet says "hey, it's romeo!" "you nearly give me a heart attack!" yeah well, he's underneath the window now she's singing "hey-la, my boyfriend's back" "you shouldn't come around here singing up at people like that ah anyway, whatcha gonna do about it?" juliet the dice were loaded from the start and i bet and you exploded into my heart and i forget, i forget the movie song when you gonna realize it was just that the time was wrong julie we both come up on different streets and they both were streets of shame you know they're both dirty both mean yes and the dreams were the same and i dreamed your dream for you and now your dream is real so tell me honey now how can you look at me as if i was just another one of your deals now you can fall for chains of silver and you can fall for chains of gold you know you fall for pretty strangers and the promises they hold well you promised me everything and then you promised me thick and thin now you just turn away and say "romeo, i think i used to have a scene with him." ah juliet when we made love you used to cry you said "i love you like the stars above gonna love you till i die" there's a place for us i you know this song now when you gonna realize it was just that the time was wrong julie but i can't do the talks like they talk on my tv screen i can't do a love song not the way you song them to me i can't do everything but i would do anything for you oh no i can't do anything except be in love with you yeah now and all i do is miss you and the way it used to be you know and all i do is keep the beat i keep bad, bad company and all i do is kiss you through the bars of a rhyme when julie i'd do the stars with you anytime ah juliet now this love struck romeo he sings the streets a serenade now he's laying everybody low he's got a love song he made he finds a convenient streetlight and he'll step out of the shade and he'll say something like "you and me, babe, how 'bout it? mensagens na garrafa: Dei voltas e mais voltas hoje. E cheguei no mesmo lugar. Acho que nunca me fiz tantas perguntas. E sei que nem todas tem resposta. A noite tumultuada. E tão simples. A noite quente. Distante. E tão simples. Haviam dois lados. Um que me afagava a pele. Haviam dois lados. Um me queimava a alma. E onde que eu fui parar? Tentei deitar. Mas não tinha corpo ali. Levantei, sentei na sacada, tomei chuva. Ainda assim. Não tinha corpo ali também. Estiquei a rede. Deitei. Olhei as flores. Nada ainda. Não tinha corpo ali. Ouvi. Várias vezes. Chorei também. Senti a pele cedendo. Senti chegando. Agora é tempo certo de aprender. Enfrentar. É essa a letra que sempre temi. Me prontifico a encarar. Agora. Hoje. Nesta noite. Nesta exata noite. Que vieram as dúvidas. E surgiram certezas. Nesta noite sim. Me sobra coragem. Para enfrentar. O barco se lança ao mar. Não sei onde vai. Se é que vai mesmo. Não sei quando volta. Se é que um dia volta. Mas sei do que vou atrás:
Caçador de Mim - Milton Nascimento "Por tanto amor Por tanta emoção A vida me fez assim Doce ou atroz Manso ou feroz Eu caçador de mim Preso a canções Entregue a paixões Que nunca tiveram fim Vou me encontrar Longe do meu lugar Eu caçador de mim Nada a temer senão o correr da luta Nada a fazer senão esquecer o medo Abrir o peito à força numa procura Fugir as armadilhas da mata escura Longe se vai Sonhando demais Mas onde se chega assim Vou descobrir O que me faz sentir Meu caçador de mim" E eu digo que a sintonia anda boa. Você surgiu no meio da noite. Como nunca antes. E veio justo agora... A sintonia anda muito boa sim. Venha mais vezes. mensagens na garrafa: Terça-feira, Fevereiro 11, 2003
Pulei o ontem. Como foi isso? Sei que vim parar no hoje. Que é terça. Que tive entrevista. Que foi mais uma batalha. E mais um aprendizado. Quanta arrogância junta. De quem? Minha? Também. Sei que vi onde quero estar. Sei que vi onde quero chegar. E ainda tem chão pela frente. Esta semana estou no intensivão com o psica. Hoje, amanhã e depois. As coisas andam mal? Não. Pelo contrário. Mas ele me acalmou hoje. E falamos. E ele me ensinou mais uma sobre o amor. As conversas da tarde vão bem obrigada. E quando eu viajo? Sexta estou de malas prontas. Novamente para o outro mar... lá vou eu... Ando demais com aquele sentimento... aquele... sabe?! A saudade. Ando sim, ela me acompanha desde aquele dia. Que meu olhar cruzou com o seu. Sentadinha naquela mesa. É o olhar que guardo aqui comigo. De pouco antes de você ir. Estava agora olhando a chuva. Estava agora querendo ser a chuva. Chove aqui e ali. Chove dentro de mim. De tantas conversas a gente se entende. De tantas letras e músicas. De tantas... ah... a gente sempre se entende não é? Nada mais do que simples letrinhas: NFHMILY mensagens na garrafa: Domingo, Fevereiro 09, 2003
Fui ver Deus é brasileiro. Sem muitas esperanças. Mas, sabe que fiquei feliz. Me deixou leve. Pensei em Deus, como pessoa. Pensei em Deus, como parte da minha vida. Pensei em Deus, e desde quando comecei a pensar assim? Apenas... pensei que tenho Deus aqui comigo também. Nunca fui muito religiosa. Me esquivei sempre de uma presença suprema. Se é que seja suprema. Ou coisa assim. Mas sempre deixei de lado. Como quem adia um contato mais próximo. Fiz isso com Chico Buarque, faço com Clarice Lispector... E será que agora é hora? As vezes acho que tenho medo disso. Mas sei que o amor e Deus estão mais presentes. Quase na mesma intensidade. Ela é mais religiosa. Eu menos. Mas eu aprendo. Ela é mais distante. Eu menos. Mas ela aprende. E Deus? Me trouxe tudo isso? Porque se bem me lembro... e tenho boa lembrança. Pedi a Deus... fiz pedido... uns posts atrás. E Ele me ouviu? Falou comigo? Deu as caras? E Ele me atendeu? Me segurou? Me deu uma chance? E será que Eu merecia tudo isso? Será mesmo? E será que Eu posso com tudo isso? Será mesmo? Tinha uma rua, uma casa, um jardim, uma praça. Tinha um prédio na frente. Uma rua maior atrás. Um hotel perto. E um porto mais distante. E foi aumentando o mundo. Porque tinha a estrada. Depois tinha caminho estreito. E agora tem mais, é um estado ou Estado? Pode ser os dois, e porque não poderia!? Eu mostro minha dor agora. Dor de quem começa novo caminho. Minha alma aberta e minhas palavras trêmulas. Tenho medo sim. E quem não teve? Mas eu tenho uma certeza agora: Deus também olha para este mar aqui!
mensagens na garrafa: Sábado, Fevereiro 08, 2003
Estranhos caminhos. As vezes chegam notícias por onde menos esperamos. São as famosas coincidências. Meu dia ontem foi tumultuado. Ah, quanto barulho. E não se ouvia nada. Silêncio... shhhhhhhh.... silêncio. Aprendi a deixar quieto. Sim, a permanecer calada. Aprendi que as vezes falar é desnecessário. Aprendi que as vezes esperar é mais importante. Tocou música, tocou sono, tocou a chuva lá fora. E eu aqui deitei, pois nada pude fazer. Entreguei meu corpo. E quando voltei. Foi com som distante. Chamando. Querendo ouvir. Voz de travesseiro as vezes ajuda. Aquela manha gostosa. Aqueles suspiros incontroláveis. E quando chegou a noite? Um passo adiante por favor! Me dá sua mão? Me dá seu abraço? Me dá seu colo? Me dá sua perna? Me dá seu ventre? Me dá você? Dou sim, claro que dou!!! Nada melhor que conversas noturnas. Esclarecedoras. E a sensação de proximidade que é maior. Assuntos em aberto, assuntos com ponto final. Todo tipo de assunto. Agora, sábado. Ontem, mal senti. Cresceu mais.
Deixo o sol entrar aqui pela janela. Deixo sim, pois poderia ter fechado. Não sei se leio ou escrevo. Não sei se espero ou vou atrás. Enquanto isso fico aqui ganhando carinho. E deixo a tarde correr da forma que bem quiser. mensagens na garrafa: Quinta-feira, Fevereiro 06, 2003
Demorei mais que o normal para escrever este post. Escolhi as palavras. Mas ainda acho que a primeira versão era a mais correta. Pena que não tenho mais. Mexi daqui, dali... não ficou como eu queria. Mas está assim... eu diria... da forma compreensível. E ao escrever vi muito atos falhos... como nunca antes. Engraçado como as coisas acontecem. E como telefonemas as vezes fazem toda a diferença. E como o destino se encarrega de fazer sua parte. Estava arrumando meus cds. E o primeiro que apareceu. Foi a trilha de um belo filme. É um cd emprestado. Escolhi uma música para colocar a letra aqui. Não foi aleatório. Tinha que ser algo a ver. A letra é linda. O significado é lindo. Tudo é assim... mais que bonito. Porque mais uma vez fala do amor. E estou bounded no amor. E estou connected no amor. Um entardecer como este. Foi o que aconteceu. E depois dele vem um outro dia. Num outro mar. Num outro lugar. Mas a gente sempre se lembra de belas paisagens.
E nada melhor que: Power of Two - Indigo Girls "now the parking lot is empty everyone's gone someplace i pick you up and in the trunk i've packed a cooler and a 2 day suitcase cause there's a place we like to drive way out in the country live miles out of the city limit we're singing and your hand's upon my knee so we're okay we're fine baby i'm here to stop your crying chase all the ghosts from your head i'm stronger than the monster beneath your bed smarter than the tricks played on your heart we'll look at them together then we'll take them apart adding up the total of a love that's true multiply life by the power of two you know the things that i am afraid of i'm not afraid to tell and if we'd ever leave a legacy it's that we loved each other well i've seen the shadows of so many people trying on the treasures of youth a road that fancy and fast ends in a fatal crash and i'm glad we got off to tell you the truth all the shiny little trinkets of temptation (make new friends) something new instead of something old (but keep the old) all you gotta do is scratch beneath the surface (and remember what is gold) and it's fools gold fools gold fools gold (what is gold what is gold) and now we're talking about a difficult thing and your eyes are getting wet but i took us for better and i took us for worse and don't you ever forget it is the steel bars between me and a promise suddenly bend with ease and the closer i'm bound in love to you the closer i am to free so we're okay we're fine baby i'm here to stop your crying chase all the ghosts from your head i'm stronger than the monster beneath your bed smarter than the tricks played on your heart we'll look at them together then we'll take 'em apart adding up the total of a love that's true multiply life by the power of two." Porque afinal de contas a música sempre esteve ali. E os sons. Os sinais. Os ruídos. A natureza. As pessoas. Os lugares. As iluminações. E por vezes temos que dizer apenas um adeus. Para não mais voltar. Sabendo que o passado não volta não. Mas que a gente sempre tem orgulho do que passou. E se precisasse? Faria tuuuuuuuuudo denovo. Puxa, caiu uma gota aqui. Gota em copo d'água tranquilo? Ou seria chuva em mar agitado? Nunca se sabe. mensagens na garrafa: Venho rápido. O mar teve um dia agitado. O psica voltou. Fui lá. E que felicidade poder partilhar com ele. E que felicidade poder mostrar que estou bem. Conversamos bastante. Semana que vem vou mais vezes. De manhã cedo tive mais um telefonema. Outra entrevista. Mas só semana que vem. Desta vez aqui pertinho de casa. Melhor... da outra?! nada... enfim... De tarde? Fui no cinema. Na verdade fomos. Eu e minha mãe. Ah como tem sido prazeiroso estar com ela. Finalmente as coisas se acertaram. O Último Beijo. Filme italiano. Muito bonito. Muito verdade. Real demais. Interessante. Nós duas gostamos. É o tal de amor que bate denovo na porta. Por falar nisso. Hoje. É hoje é importante. 1 mês de convivência mais próxima. 1 mês que estamos pertinho. 1 mês que tudo começou. Primeiro mês de muuuuuitos outros que virão. E eu rindo a toa aqui!!! Ficando cada vez mais feliz. Deixando-me mais feliz. mensagens na garrafa: Terça-feira, Fevereiro 04, 2003
E o mar se pronuncia assim... Eu diria... Descaradamente
Sem Você - Tom Jobim e Vinícius de Moraes Sem você Sem amor É tudo sofrimento Pois você É o amor Que eu sempre procurei em vão Você é o que resiste Ao desespero E à solidão Nada existe E o tempo é triste Sem você Meu amor Meu amor Nunca te ausentes de mim Para que eu viva em paz Para que eu não sofra mais Tanta mágoa assim No mundo sem você mensagens na garrafa: E da entrevista? Virou novela. Começou na sexta. E até agora absolutamente nada. Tá bom... E o dia correu. Fiquei falando com ela. Um tal de email para cá email para lá. E fala que te fala. E mostra e faz e ajuda e manda. Ufa, que agitado. E eu gosto disso. Nunca tive. Adoro novidade. E qual foi a da noite? Não foi novidade. Ela falou. A mesma coisa. Meu eterno problema. De não conseguir falar. A vida toda vai ser isso? Quando é que vou aprender? E sendo que. Bom, já consigo mais com ela. Minha pequena tem feito milagres comigo. E olha que tenho falado, escrito... Mas nunca consigo falar mesmo?! Será? A maneira que falo?! Será? As palavras que escolho?! E eu deixo aqui meu protesto contra mim mesma!!! Também deixo aqui que vou mudar. Porque? Eu quero mudar isso. Falar quando sinto. Falar quando quero. Falar o que eu quero. Tudo bem que as vezes sou meio estúpida. Então vou usar minha estupidez agora. PORRA... EU QUERO VOCÊ !!! mensagens na garrafa: E a entrevista? Foi boa. 1h30m para fazer uma imagem. E não era nada de uhhhhh que imagem. Só amanhã terei resposta. E a ansiedade corrói. O dia foi quente. O dia foi bom. O dia, a tarde e a noite. Muita música tocando a minha vida. Muita sensibilidade e preocupações. Muita serenidade e vontade e desejo. A noite?! Acho que falei besteira. Ah se meu psica escuta isso. Me mata...rs Mas não falei, apenas quero me poupar de problemas. Sei que posso e vou falar tudo. Eu quero que saiba tudo. Por isso, acho que falei da maneira errada. Desculpa. E depois?! Fico aqui pensando se está bem ou não. Fico aqui querendo estar por perto para cuidar. Espero que tenha melhorado. Te trazendo para perto sei que posso ajudar em tudo. Te trazendo para mim posso cuidar de você. Te trazendo... apenas te trazendo. Rezei, acabei de rezar. Nunca faço isso. Uma menina linda assim. Que eu quero tão bem. Vai ser minha. Eu sei. É aquela certeza que eu tinha dito antes. Porque com você as coisas são diferentes. É tudo mais maduro. Mais coisa de "gente grande". E o sentir ronda a flor da pele incessantemente. Vou agora, para perto de ti. Te acalmarei...eu sei que posso acalmar. Vou deitar e te levo comigo no meu sonho. Passear por verdes campos. Passear pelo mar. Vem aqui se banhar em mim. Vem aqui e deixa que as ondas levem você. Vem aqui se tranquilizar. Sei que você gosta desse mar. mensagens na garrafa: Domingo, Fevereiro 02, 2003
Amanhã é segunda. Blergh, odeio segundas. Amanhã tenho entrevista logo cedo. Se rolar. É dinheirinho muito bem vindo. Se não rolar. não era para ser. Meu pensamento está mais capitalista neste momento. Estava ouvindo o cd que você me deu. Estava aqui pensando que muita coisa tem mudado. Eu não compraria este cd. Mas foi você que me deu. Ouço de um jeito especial. E lembra que ouvimos esta música voltando para sampa? Dentro do François. Pela primeira vez ouvimos. E achei a letra muito especial. Coube perfeitamente para nós. Não é?! Pois é. Ontem eu falei. Estou me apaixonando. De verdade. Meu coração tá batendo mais forte mesmo. Me sinto capaz de tudo. Quero fazer tudo. Mas eu quero com você. Superar os problemas. Rir depois. Saber que passamos juntas por tudo. Porque eu quero. E vou ficar. Porque você quer. E você vai ficar. Outras letras têm entrado neste mar. Outras músicas tem tocado para este mar. Me mostra mais?! Eu quero sempre saber mais... E esta música pode explicar melhor. Como foi acontecendo... Loucuras de uma paixão - Jorge Aragão Sem lhe conhece Senti uma vontade louca de Querer você Nem sempre se entende as Loucuras de uma paixão Tem jeito não Olha pra mim Faz tempo que meu coração não Bate assim Não faz assim Me diz seu nome Não me negue a vontade de Sonhar De sonhar os meus sonhos Com você Despertando pro seu adormecer Seria bom demais Que bem me faz você mensagens na garrafa: Sábado, Fevereiro 01, 2003
They Can't Take That Away From Me - Ella Fitzgerald The way you wear your hat; The way you sip your tea; The memory of all that. No, no, they can't take that away from me. The way your smile just beams; The way you sing off key; The way you haunt my dreams. No, no, they can't take that away from me. We may never, never meet again On on the bumpy road to love. Still I'll always, always keep the memory of The way you hold your knife; The way we danced 'til three; The way you've changed my life. No, no, they can't take that away from me. The way you wear your hat; The way you sip your tea; The memory of all that. No, no, they can't take that away from me. The way your smile just beams; The way you sing off key; The way you haunt my dreams. No, no, they can't take that away from me. We may never, never meet again On on the bumpy road to love. Still I'll always, always keep the memory of The way you hold your knife; The way we danced 'til three; The way you've changed my life. No, no, they can't take that away from me. No, they can't take that away from me. mensagens na garrafa: E a gente se fala. Se fala. Se lê. E eu penso aqui como será o seu pensamento aí. Fico torcendo para o dia certo chegar. E tentando antecipar sua vinda. Estou com o jazz me acompanhando agora. Nada melhor que uma mulher cantando para mim. Não qualquer mulher... Nem qualquer música. Mas o jazz... ah o jazz... Quem não se derrete por Sarah Vaughan ou Ella Fitzgerald. Quem não se emociona com as palavras e os sentimentos... Elas são maralihosas... mexem fundo na alma. E qual imagem que me veio agora? Fred Astaire dançando. Ah se eu soubesse dançar assim. Se tivesse alguém que me levasse assim. Ou melhor, me elevasse assim. Porque no final das contas eu gosto de dançar. Quer tentar comigo?! Melhor ficar com o papel de expectadora mesmo. Admiradora da boa dança e da boa música. Fico aqui dentro da música. Meu corpo vibra, chora e se arrepia. Meu corpo sente a música bem como a poesia. mensagens na garrafa: |