"Todo eu sou qualquer força que me abandona."
Alberto Caiero


Sobre o mar:
25 anos
Publicitária
Sagitariana
Admiradora do mar
Admiradora da lua
Ama música
Ama literatura
Ama as artes

como chegar no fundo do mar? Como está o mar hoje: Meu humor atual - i*Eu!

Ando escutando:

Chico Buarque
Cocteau Twins
David Bowie
Leila Pinheiro
Melissa Etheridge
Vonda Shepard


Na lista de leitura:

A Arte da Guerra

O homem duplicado

Fragmentos de um Discurso Amoroso

Não se pode ser feliz e amar ao mesmo tempo

Onde o mar vai:
A Menina no Espelho
Apesar de tudo
Estação Acidental
Haze
Libélula
Musas
On Camera
Rafas
Recanto da Lua
Rosa Menina
Shineon
Vá!
Vamos?
Walkwoman




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Sexta-feira, Janeiro 31, 2003

Eu estou aqui.
Em algum lugar.
Mas não sei onde.


Esse sentimento que me assolou o dia todo.
E não quer ir embora.

É algo como se eu estivesse esperando tomar um tiro.
É algo que está me agoniando.


Eu estou aqui.
Em algum lugar.
Mas não sei onde.


mensagens na garrafa:

O que eu trago aqui hoje?
Que andei, revi, almocei.
Saí, ri, cuidei.
Fiquei com saudades.
Pois mal ouvi sua voz.

Fiquei andando. Pensando e imaginando.
Querendo e te trazendo para perto.
Pensei em soluções.
Pensei nos problemas.

Saí com minha mãe. Tem sido bom estar com ela.
Depois de tudo. Nos entendemos. Espero.
Agora somos duas mulheres conversando.
E sabe que ela sempre fala de você?!
Impressionante, todos os dias fala alguma coisa.
E quer saber alguma coisa.

Mais uma novidade para mim.
Ela deve saber. Não é boba nem nada.
E vê como a filha está. O brilho nos olhos.
Assim, tem feito com que haja uma aproximação.
É minha mãe mesmo. Essa mulher que idolatro.
É minha mãe mesmo. Essa mulher que sempre surpreende.

Mas calma. Aos pouco a gente conquista o espaço.
Assim, devagar, chegando, devagar entrando.
E quando vê. Já está acomodada.

Assim, eu falo.
Que tem sido calmo e sereno.
Que tem sido regado a muitos sorrisos e descobertas.
Que tem sido com orgulho e prazer.

mensagens na garrafa:
Quinta-feira, Janeiro 30, 2003

Complemento de ontem

Eu até que tentei, mas não consegui fazer link para que vocês pudessem ouvir.
Quem quiser posso tirar aqui no meu cpu e mandar.
Garanto que é de arrepiar.
E ontem, fiquei conversando com minha mãe sobre esta ária.
Ficamos as duas paradas ouvindo.
E discutindo. É, neste sentido sempre fomos cúmplices.

Pois é eu gosto de ópera sim.
Nada mais completo que a ópera.
Ame-a ou deixe-a.
E eu sou apaixonada... escuto sim. Vou ver sim.
Quais que eu mais gosto?
Traviata, Turandot e Madame Butterfly.

Todas tem como base as mulheres.
Suas paixões. Amores não correspondidos.
Vida, filhos... enfim... a boa ópera.

E não teve uma vez que fui ver e que não chorei.
E eu sei tudo que vai acontecer.
E mesmo assim emociona.
Que poder de envolver que tem a ópera.

Nessun Dorma (ária da ópera Turandot)

" Nessun dorma!
Tu pure o Principessa,
nella tua fredda stanza
guardi le stelle
che tremano d'amore e di speranza.
Ma il mio mistero è chiuso in me,
il nome mio nessun saprà!
Solo quando la luce splenderà,
sulla tua bocca lo dirò, fremente!...
Ed il mio bacio scioglierà il silenzio
che ti fa mia!...

Il nome suo nessun saprà...
E noi dovremo, ahimè, morir!...

Dilegua, o notte!...
Tramontate, o stelle!...
All'alba vincerò!..."


mensagens na garrafa:

Não ia escrever agora de noite não.
Problemas que surgiram.
E como estava falando com uma amiga agora.
Amanhã acho que vou no bingo!...(gargalhadas)

Passei a tarde cadastrando currículo.
Começou a pressão. E nem mudou o mês.
Que folga que nada. Não querem que eu pare.
Tá valendo.
Mas tá valendo a ponto de se achar alguma coisa fora da cidade.
Eu vou... ah vou sim. Temporário claro.

Que post estranho. Muito direto para o meu gosto.
Onde foram parar as entrelinhas?

Enquanto isso minha mãe ouve ópera lá embaixo.



Uma ária da Turandot. Que eu adoro.
Foi o trecho que ele canta durante a madrugada.
Dizendo que vai vencer o desafio imposto pela princesa Turandot.

"Il nome tuo nessun saprà
Al'alba vincerò
Vincerò"

Sempre me emociono nesta ária.
Sempre choro.
A forma de como ele sabe que vai ganhar.
E ficar com ela.
E não importa os desafios e os contras.
No fundo ele sabe que vai ganhar.
E canta com uma veemência...

Um dia ainda te levo na ópera.
Quero te apresentar meu mundo.
Mas não numa noite...

mensagens na garrafa:
Quarta-feira, Janeiro 29, 2003

Hoje eu uso a música.
Que ouvimos de tarde. De longe e bem perto.
Agora de noite fiquei calada. Nada ligado.
Apenas o som das músicas.
Apenas alguma palavras que me forma ditas.
E tive algumas suspresas, e outras confirmações.

O mais legal foi poder me abrir. E deixar a porta aberta.
Vou usar aqui a mesma metáfora que usei na conversa.
Sou uma casa aberta na qual estão me conhecendo com calma.
Cômodo após cômodo. E sem pressa. Olhando, visitando, perguntando.
Sentando para não cansar. Deitando para descansar.
A casa hoje é o mar.
A casa está aberta para conhecimento.
Por que tem sido isso, conhecer um pouco a cada dia que passa.

E ter pressa para que? Para chegar primeiro e rápido? Onde?
Imagina que o tempo joga uma partida longa da vida.
Imagina que a casa está enraizada. Não vai a lugar nenhum.
Imagina que você está aqui dentro e tenho o maior prazer em deixá-la aqui.

Ah eu tenho muitos cômodos. Hoje o mar é uma casa.
Ah eu tenho passagens secretas. Tenho portas e janelas. Infiltrações.
Goterias. Tenho telhado e quarto. Tenho sala. Tenho chuveiro.
Tenho este lar. Que pode te acolher. Que está acolhendo aos poucos.
E me parece que estás gostando de conhecer.
Vai com calma. Não tem pressa.
Como falei, a casa não sai do lugar.
Nem o mar. Está sempre ali...

Se muda? Muda sim. Daqui para lá.
E quem disse que mudar tem que ser um ato solitário.
Quem muda pode mudar junto. Desde que esteja dentro.
A casa aqui está aberta. Entre, ande e conheça. Sinta-se a vontade.
Vou fazer você ficar a vontade.

Pois não é? Aos poucos eu tenho encontrados frestas.
Tenho encontrado o caminho para chegar em você.
Mostrado caminhos. Mostrado que posso ser muito mais.
E as palavras que fluem com naturalidade.
Que é a chave de tudo que está acontecendo.

Só se For a Dois - Cazuza

Aos gurus da Índia
Aos judeus da Palestina
Aos índios da América Latina
E aos brancos da África do Sul
O mundo é azul
Qual é a cor do amor?
O meu sangue é negro, branco
Amarelo e vermelho

Aos pernambucanos
E aos cubanos de Miami
Aos americanos, russos
Armando seus planos
Ao povo da China
E ao que a história ensina
Aos jogos, aos dados
Que inventaram a humanidade
As possibilidades de felicidade
São egoístas, meu amor
Viver a liberdade,
amar de verdade
Só se for a dois, só a dois


Aos filhos de Ghandi
Morrendo de fome
Aos filhos de Cristo
Cada vez mais ricos
O beijo do soldado em
sua namorada
Seja para onde for
Depois a grande noite
Vai esconder a cor das flores
E mostrar a dor


mensagens na garrafa:
Terça-feira, Janeiro 28, 2003

Só para terminar. Procurei por demais alguma poesia, letra de música, trecho de livro.
Qualquer coisa para poder usar as palavras por mim.
Nada achei agora que viesse a representar o que queria.
Acho que exatamente por isso.
Nada explica agora.
Nem Cecília, nem Fernando, nem Mário, nem Chico, nem Vinícius, nem Clarice.

As palavras hoje tem que ser minhas.
Sem imagem. Pois a imagem que tenho aqui é uma face.
Pois o som que tenho aqui não é música. É voz.
E eu ando aqui percorrendo letras.
Tentando formar palavras.
Encontrando aos poucos os sentidos.

Pois é assim mesmo. Encontrando os sentidos.
E me encontrando com eles. E com a ajuda dela.
Assim eu deixo que venha o amanhã.
Sem pressa que chegue o depois.
Amanhã tenho mais a aprender.
E como boa aluna. Quero aprender com gosto.
Entender como é, como funciona.

Tem música passando pela minha cabeça.
E olhar, sorriso, boca, pensamento.
E tem um sorriso estampado aqui.

Deixa estar que distância assim também faz bem.
Faz a gente refletir mais.
E aproveitar mais quando se está perto.

Passagem de ônibus, estrada, parada, chuva, sol.
Conversa, horas de viagem, partida, chegada.
Eu quero tudo isso sim.
Como falei: "Quero o pacote completo!"

mensagens na garrafa:

Então é assim. A saudade bate forte.
A gente procura onde está a outra pessoa.
E a gente sabe no fundo que está sempre por perto.
Mas tem esta tal de saudade...
Que é tão boa de se sentir...

O que eu fiz?
Fui para o Rio de Janeiro.
E tive a melhor semana que eu nem imaginava poder ter.
Aliás mais que merecida por sinal.
Tanta coisa acontecendo.
E finalmente... férias... e pessoas bacanas... e....
É tem esse último "e" aí.
Pertence a uma pessoa. Que fez toda a diferença.

Que eu fiquei olhando e ficou me olhando.
Que eu fiquei cuidando e ficou me cuidando.
Que está ficando cada vez mais perto.

Volta na terça. Que nada!!! Quero mais. Fiquei até sexta.
E teve aquele monte de troca.
E começou logo com vida gostosa de se levar.
De levar para o trabalho.
De ir almoçar junto.
De pegar na saída.

Volta na sexta. Mas que sozinha que nada!!!
Ela voltou comigo. Aqui para minha casa.
Isso vale um outro post.
E meus pais gostaram dela. E minha irmã gostou dela.
E eu adorei ela aqui perto de mim.

É isso mesmo rolou uma coisa de conhecer família também.
Rolou tanta novidade.
Preciso digerir ainda tudo isso.
Pois está sendo assim.
Um dia depois do outro e tudo com muita calma e bem vivido.
Tem sido assim, um presente a cada dia.
Um carinho a cada dia.
Um envolvimento maior a cada dia.

E agora?!
Eu vou deitar. Com saudades daquela presença.
Daquele beijo de boa noite.
Daquele cheirinho especial.

mensagens na garrafa:
Segunda-feira, Janeiro 27, 2003

O mar voltooooooooooooouuuuuuuuuuuuuuuuu....
Sim e com muitas novidades,
Mas o mar está indo no cinema....rs
E depois quando voltar conta tudo.
Ou quase tudo.

O que importa?
Que o mar está renovado!
Que o mar está novinho em folha.
Que o mar está pronto para o que der e vier.

E outra coisa... o mar está com saudades!!!
Do Rio, da carioca, da praia, dos passeios...
O mar está assim...
Com coração pulsando forte

mensagens na garrafa:
Terça-feira, Janeiro 21, 2003

O mar estendeu a estadia.
O mar está inebriado.
O mar pode estar se apaixonando perdidamente.... por outro mar.

O mar pede pciência.

Ah este mar aqui anda tão feliz...
Esta maresia, a praia, a vegetação...

O mar estará de volta na sexta ou no domingo.
Até lá.
O mar apenas sorri com vontade
mensagens na garrafa:
Sexta-feira, Janeiro 17, 2003



O mar está de recesso, ressaca, ah qualquer coisa assim.
O mar está de malas prontas. Esperando.
O mar está indo.
Encontrar outro mar.

Vou para o Rio de Janeiro daqui a pouco.
Boa viagem...

E como volta?! Nem sei!
E como vai?! Cheia de esperanças!

Só que na terça a gente sabe o que vai dar.
Na terça devo voltar... acho eu...

Féeeeeeeeeeeeeeerias!!!!!!!!!! (deu ataque, desculpem...rs)

Um beijo grande para quem fica.

mensagens na garrafa:
Quinta-feira, Janeiro 16, 2003

Pela notícia de agora de noite.
Juntando todas as partidas.
O mar apenas entristecido diz:



Estrada Nova - Oswaldo Montenegro

Eu conheço o medo de ir embora
Não saber o que fazer com a mão
Gritar pro mundo e saber
Que o mundo não presta atenção
Eu conheço o medo de ir embora
Embora não pareça, a dor vai passar
Lembra se puder
Se não der, esqueça
De algum jeito vai passar
O sol já nasceu na estrada nova
E mesmo que eu impeça, ele vai brilhar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar
Eu conheço o medo de ir embora
O futuro agarra a sua mão
Será que é o trem que passou
Ou passou quem fica na estação?
Eu conheço o medo de ir embora
E nada que interessa se pode guardar
Lembra se puder
Se não der esqueça
De algum jeito vai passar


mensagens na garrafa:

Onde esteve o mar esta tarde?
Bem aqui. Do lado do rochedo.
Tentando transpor as barreiras que a natureza coloca.
Batendo forte as ondas.
Cavando alguma entrada.
Fazendo caverna escondida...
Quer ir lá falar com o mar?!

Rápido assim foi embora.
Passou. Chegou o começo do fim da tarde.
E o planos enxutos agora.

Encontro dos alunos do curso que eu fiz.
Bem no dia. É de dia.

Passou a tempestade.
Pode recusar eu sei. Pode mandar embora também.
Mas como o mar rodeia mais.
Quem sabe não muda de idéia.
Um banho no mar não faz mal a ninguém.

Certo, mãe meio doente em casa. Filha cuidando.
É tem coisas que ficam mesmo.
Anos que não bajulava minha mãe.
E foi bom cuidar dela.
Foram outros cuidados.
As coisas andam em outro ritmo agora.
Pois ela sabe quem sou eu. E me ama assim como sou.
Pois é, amor de mãe mesmo... que bom... finalmente.

Obrigada por ter passado a tarde toda comigo!!!

mensagens na garrafa:

Quanta novidade junta.
É lista. É pessoa. É enfim tudo.
E eu aqui não dando conta.

Mais uma pausa na análise. Meu psica só volta em fevereiro.
Eu sobrevivo. Mas combinamos que eu ia ligar.
Ele quer saber. Não quer ficar longe.
Eu também quero saber.
Porque ele tem estado sempre ali.
E tem sido meu porto.
Não tem um adesivo: Eu amo meu psicanalha?!

E a gente?! Foi como maré boa que volta para refrescar.
Fico aqui olhando de longe a onda que foi.
Ah é bom saber que onda também volta.
Dia desses não é mesmo? É sim...
Mas não me deixa sem novidades musicais hein!

Sexta eu viajo. Vou com um grande amigo.
Ele que me leva para longe.
Vou para o Rio, Ponta Negra (é isso?!).
Sexta de tarde. E volto?!
Ainda não sei, quem sabe terça...quem sabe?!

E segue assim a noite.
Turbulenta e cheia de sombras.
Com o cão latindo aqui perto da janela.
Com conversa sem mais ter fim.
Com música certa...

Pequena e doce correnteza que me leva a sorrir.
Faça com que este mar se acalme.

mensagens na garrafa:
Terça-feira, Janeiro 14, 2003

Posso dizer que estou emocionada agora.
Que estou de um jeito diferente.
Posso mostrar como estou:



O mar se pronuncia novamente.
O mar está de ressaca. Revigorando.
O mar está revolto e acolhedor.
O mar está para quem quiser.

E eu vou caminhando para este mar.
Me banhar. Ficar flutuando.
Nadar e brincar.
Jogar água para o alto.
Olhar os peixes.
Pegar carona com a tartaruga.

Eu vou para o mar.
Me segura nessa maré.
Me leva para longe.
Eu vou para o mar.

Ah, se tiver que me afogar.
Não tem problema.
Ah, se tiver que pisar no ouriço.
Não tem problema.

Eu vou para o mar.
Não nesta praia aqui.
Quero aquela.
Eu vou para o mar.

(F.G.)


mensagens na garrafa:
Domingo, Janeiro 12, 2003

Como é que eu estou? Estranha.
Meu corpo ainda não deu trégua desde o começo do ano.
Foi problema atrás de problema. Agora chega! Esta é a última semana.
Depois quero meu corpo são para poder viajar e descansar.

Como é que eu estou? Encantada.
Por tantas coincidências. Pelo chapéu de bruxinha. Pela vassoura.
Pela proximidade do mar. Pelas alegrias e choros. Pela pessoa que é.
Quantas coisas não? Fala aqui para mim. Nada melhor que uma viagem.
Num cantinho diferente e novo. Num cantinho tranquilo para recarregar energias.
Vamos lá?!

Como é que eu estou? Desencanada.
Como falei o ponto final foi colocado.
Não por pedido de ninguém. Mas porque eu coloquei mesmo.
Afinal de contas... Já estava assim não é mesmo?
Você já tinha conhecido outro amor... sorte a sua.
Faça com que seja um grande amor. Lhe desejo toda sorte do mundo.
Que seja um novo amor que lhe traga muitas alegrias.
Porque sabe o que aconteceu?
Eu fui embora. Aliás... Você também foi né?!
Por isso que falei que foi tácito...

Ontem fiquei ouvindo um cd da Elis com o Tom Jobim.
E deixei a música sem querer no repeat.
Por acaso. Aquela do filme "Fale com Ela".
Fiquei lembrando. Filme. História. Música. Vida. Rio. Mar.
Alegria. Tristeza. Tourada. Emoção. Sentimento. Conversa.
Ah eu pensei tanto... e com muito carinho.
E divido aqui a letra da música. Tão preciosa.

Por Toda Minha Vida - Tom Jobim
(versão com Elis Regina)


Oh, meu bem amado
Quero fazer de um juramento uma canção
Eu prometo, por toda a minha vida
Ser somente tua e amar-te como
Ninguém jamais amou

Oh, meu bem amado
Estrela pura, aparecida
Eu te amo e te proclamo
O meu amor, o meu amor
Maior que tudo quanto existe


Estranho que aqui no final ela ainda fala mais duas palavras que não consigo definir quais são.
Acho que deve ter mandado algum recado. Acho que algo somente dela. Um racado para alguém.
Não importa. Aliás importa sim. Para quem quer que fosse... Foi algo de coração.

mensagens na garrafa:
Sábado, Janeiro 11, 2003

Porque foi assim que chegou:



Todo azul do mar - Flávio Venturini

Foi assim
Como ver o mar
A primeira vez
Que meus olhos
Se viram no seu olhar
Não tive a intenção
De me apaixonar
Mera distração e já era
Momento de se gostar
Quando eu dei por mim
Nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu
Dentro do seu olhar
Quando eu mergulhei
No azul do mar
Sabia que era amor
E vinha pra ficar
Daria pra pintar
Todo azul do céu
Dava pra encher o universo
Da vida que eu quis pra mim
Tudo que eu fiz
Foi me confessar
Escravo do seu amor
Livre pra amar
Quando eu mergulhei
Fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul
De todo azul do mar
Foi assim como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul, todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar
Foi quando mergulhei no azul do mar
Onda que vem azul, todo azul do mar.


mensagens na garrafa:

Dormi depois das 6:30h da manhã. O dia estava clarinho já.
Luz entrando pela janela. E pensamentos indo até sei lá onde.

Porque eu vim aqui agora no meio da tarde mesmo?
Ah sim. As famosas "coincidências" da minha vida.
Quando vi pela primeira vez "Beijando Jessica Stein" foi no cinema, com uma grande amiga.
E ontem revi o filme. E?????
Ela também!!! Na casa dela.
Ok, não é nada de mais.
Poxa, será mesmo?! No mesmo dia, mesma hora.
Essas coisas que eu não entendo.

Numerologia. Preciso começar a estudar isso.
Ai, fui olhar que dia é hoje.
E???? Dia 11.
Não é possível... esse número me persegue.
O que sei é que é um dos números mais fortes da cabala.
Preciso procurar saber mais.

Vai indo assim. Sem som.
Desligaram as caixas...

E quem vai entender? Eu sei quem me deu o ponto final.
Foi assim, dado, de graça. A troco de nada. Tá bom.
Aceitei sem maiores contestações.
Para quê discutir algo que já está certo!?
É o famoso acordo tácito...

mensagens na garrafa:

Hoje é sexta. A semana passou assim. Olhei e puft.
Fui no trabalho, rever o pessoal. Ah foi bom sabe.
E descobri que ainda não me desliguei de lá.
Ainda acordo cedo com medo de perder a hora...

Sem telefonema. Sem notícia. Sem nada.
E quando menos se espera. É nada ainda.
Peguei um ponto final emprestado. Acho que cabe justinho aqui.
Precisa só aparar um pouco para que fique da forma que eu quero.
Eu dou um jeito.
Mas é isso mesmo. Ponto final. Vai servir.

Sexta é dia de Mac aqui em casa.
Por causa da minha irmã. É sagrado. É da grande paixão da minha vida.
Minha irmã, que tem 23anos. E é tudo para mim.
Minha irmã.... ah ela... nem tem como descrever...
Ela é especial... se é que você me entende...
Se não entender. Posso até explicar melhor. Mas não agora.

De noite? Depois de jantar?
E? Ah nada como um convite irrecusável. Estava quieta, agitada, calma, elétrica.
Essa injeção é das boas. Faz 3 noites que não durmo!!!
Filme bom demais. Aliás revi. Beijando Jessica Stein.
Obrigada pelo convite!!! Obrigada pelos comentários.
Aliás me diverti mais com você narrando que qualquer outra coisa.
Muito bacana.... combinaremos mais vezes.

Ah novo mar que se aproxima. Vem com calma, com onda pequena.
Vem tranquilo e sem sustos. Porque senão eu fujo.
Vem sem pressa, assim como quem não quer nada. E logo está aqui do lado.

Foi assim, como ver o mar...

mensagens na garrafa:
Quinta-feira, Janeiro 09, 2003

Que dia bagunçado! Que corre corre.
Começa que o dia terminou assim.
Eu chegando em casa às 6:15h da matina. A balada foi das boas.
"Na cama com Fabroza"... seria esse o nome da noite...rs

Meus pés estão acabados. Música dos anos 80. E para quem estava em casa quase morrendo.
Foi uma balada e tanto! Memorável.
Ai ai. E depois fecha assim. Pensamento longe. Que não volta.
Que será que acontece?!
E porque é sempre assim?
Mas quer saber....ahhhh tô nem aí.
Vem que vem. Não seguro mais nada.
Deixa ser, deixa estar... mas não mais permanecer.

Ai que canseira, bom.
Acordo e???? sim pelo menos eu acordei. E?????
Mais alergia para mim!!!! Placar do dia: tchan tchan tchan......46 !!!!
Fui correndo na médica denovo. Em vez de melhorar piora.
Da médica para a farmácia. Mostra o bum bum. E?
Isso mesmo. Injeção de cortisona. A coisa vai muito mal aqui.
Depois passa. E aí quem sabe eu viajo.
Preciso viajar. E também preciso ir tomar um passe.

Ah. Toda história. Conto. Texto. Ou seja lá o que for tem que ter ponto final não é?
Então preciso comprar mais pontos para finalizar minhas histórias.
Alguém tem uns sobrando aí para vender?

mensagens na garrafa:
Quarta-feira, Janeiro 08, 2003

Meio da tarde.
Eu poderia estar andando no parque. Andando na rua. Nadando no clube.
Maaaaaaas. Quem disse que minha alergia permite.
Ok. Sem estress.
E para acompanhar o prato principal, meu dvd resolveu não funcionar direito.
Hum. Mais alguma coisa? Claro a balada do hoje a noite.
Acho que não rola. De pensar em colocar uma calça eu fico com arrepios.

Telefonema surpresa no meio da tarde.
Um ânimo a mais. Uma vontade a mais.
Voz de outro mar. Voz graciosa.
Pode ser que eu vá viajar. Hum... Ainda não sei.
Vou pensar mais um pco. Mas o convite foi quase irrecusável.
Para um pouquinho, descansa um pouquinho.

E a tarde vai indo. Ao som de Tracy Chapman...

mensagens na garrafa:
Terça-feira, Janeiro 07, 2003

Aproveitando que me senti assim criança.
Coloco aqui o que acho ser uma das primeiras poesias que li.
E que ainda guardo o livro com muito carinho.




Ou Isto ou Aquilo - Cecília Meirelles

Ou se tem chuva e não se tem Sol
Ou se tem Sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
Ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
Estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
Ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo
E vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
Se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
Qual é o melhor: se é isto ou aquilo.


mensagens na garrafa:

E então o que eu tenho?
E a médica responde: "Não sei".
Bem animador eu diria. Sim, tirando o detalhe que ela queria arrancar duas pintas minhas.
O fato é. Acordei hoje totalmente empipocada de supostas picadas de pernilongo.
Mas eram diferentes. E aí. Liga para a médica. Vai lá. E???
Resposta ali emcima. Vai saber o que é!
Então tenho que tomar um anti-alérgico; tenho que passar duas pomadas...
E a resposta foi: "É uma reação alérgica igual de criança".
Quase saí do consultório com um pirulito na boca.

Planos adiados. Enfim. O resto não tem nada de bom.
Por aqui o calor anda a toda.
Na rua mais ainda.

Fala uma palavrinha aqui, no meio da tarde.
Nenhuma empolgação. Um pedido. Uma estima de melhoras.
E... tum tum tum... tchau.

Hoje é dia de poesia.
Não vou ver filme pois a sala aqui de casa está infestada de pernilongos.
E chega. Pode parar. Que de 2 picadas que eram ontem a noite viraram 32 hoje.
Acho que está bom. Para quem já teve mais de 60.

mensagens na garrafa:

Lá vou eu para onde? Um doce para quem adivinhar.
Doce mesmo hein! Nada de viagem!
Cinema!!! E desta vez com a ilustríssima senhora doutora uhrú, minha mãe.
Ah que bom. Ela dá um baile de inteligência. Fala de tudo. Fica criticando.
Quando crescer quero ser igual ela. Opa! Calma. Neste aspecto hein.
Tá, Freud e meu psicanalha explicam isso.

Bom, deixe-me ver. Nada de parque hoje. Até que tentei. Coloquei o despertador.
Mas que nada. Dormi. Fiquei até quase meio dia na cama.
Tá tá. Eu sei. Mas estou tirando o atraso. E fazer oque?! Eu gosto de dormir.
Amanhã eu vou! Que nada!!! Tá tarde. Deixa para depois.
Ou quem sabe para depois de depois de amanhã. Ah eu não uso relógio mesmo.

Certo. O filme que eu vi? Queimada (1968).



E aqui vai uma sinopse beeeeeeeem resumida:
"Queimada é uma ilha fictícia, que é uma colônia portuguesa.
Sir William Walker (Marlon Brando) é um agente britânico enviado para a ilha.
Chegando lá, ele se envolve com colonos e insufla uma revolta contra os colonizadores.
Porém, junto com classe dominante local, ele tenta sufocar a revolta.
O filme foi proibido no Brasil por anos."


E o que eu achei? UAU (como diria meu amigo Fábio).
Emocionante. E para falar a verdade. Algumas cenas. Se parecem com a posse do nosso presidente.
Esta manifestação nacional. O apoio. É assustador. As massas.
Quem tiver um tempinho e puder ver pode conferir o que estou falando aqui.
Está em cartaz no Cinesesc, Rua Augusta 2075.

Claro que para terminar a noite. Cheguei em casa. Vi um pedaço do Arquivo X, depois Lara Croft.
Ah sim fui levar o filme da minha irmã na locadora e peguei 3 para mim.
Ainda assisti Cálculo Mortal. Hum. É poderia ser bom. Poderia ser alguma coisa.
Poderia hein.

Estou me renovando culturalmente. Estava muito por fora de tudo.
Quero ir na exposição da FAAP. Da Pinacoteca...
Quero passaear mais. Quero ir num show no Bourbon Street.
Quero tanta coisa. Vou lotar janeiro de passeios.
Quem quiser me chamar. Estou disponível.

Por hoje está bom. Preciso ir até meu ex-trabalho pegar minhas coisas.
Ih, ex-trabalho. Olha só...rs
Tudo bem, até que estou lidando com isso numa boa.
Quarta. Ah quarta eu tenho psica. São mais dois dias.
Eu aguento até lá.

mensagens na garrafa:
Segunda-feira, Janeiro 06, 2003

Cinema. Rua Augusta. Directv.
Filme: Spider, novo filme do Cronenberg.
Sim eu recomendo. Mas não esqueçam de levar o livrinho "O que é psicanálise" debaixo do braço.
Por falar no assunto. Minha ex-professora de psicologia da facul estava lá.
Sem o marido. Era outro cara. Nossa foi o tema. Ri muito divagando a respeito.
Ela deve ter me reconhecido. Eu era uma boa aula na matéria dela.
Ficou me olhando. Como quem sabe que deu aula para aquela pessoa.
Isso gerou muitos risos e pensamentos. Entre eu e meus dois amigos.

Depois. Cervejinha básica. Bocage.
Encontro uma grande amiga. Ai que saudades de você Mee!
Estava mesmo com saudades desses seus abraços. Desse carinho.
Foi bom passar aqueles minutinhos conversando. Ih, como é bom!

Volta para casa. Nossa. Tem 4 damas da noite abertas hoje.
No final do ano. Na virada. Eram 11. Eh numerozinho que me persegue.
Fiquei olhando. Como quem não quer nada.
E fiquei imaginando como seria bom mergulhar naquela flor.
Aquele pólen todo. Aquelas pétalas assim abertas.
E a pureza da cor branca.
Que flor linda. Preciso pegar uma foto e colocar aqui.
Ali, um bom tempo parada. Sentada no chão da sala. Olhando.
Até tive vontade de colocar a rede e dormir no jardim.
Mas porque não fiz isso? E estou aqui.
Meus olhos ainda estão lá. Naquela beleza da natureza.

Ah, como eu me admiro com a noite.
Como eu sou mais eu.
Como eu quero tantas coisas. E fico sem.
Como eu admiro tantas pessoas. E fico sem.
Dia desses ainda conversaremos.


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Domingo, Janeiro 05, 2003

Lá vou eu para o cinema denovo. Está faltando um pouco de teatro na minha vida. Alguém se habilita?
Bom, tenho que me arrumar. Que arrumação. Por onde começar?
Fiquei a tarde toda lembrando do meu pesadelo de sexta.
Nossa como foi ruim aquilo.
E ela se assustou tanto. Porque eu grito, choro, esperneio, fico me mexendo.
Meus pesadelos são caprichados. Daqueles de passar mal mesmo. Mas depois deita e dorme denovo.
E tudo passa como se nada tivesse acontecido.
Fica aquela vaga lembrança de ter assustado com alguma coisa.
Nem tão presente, nem tão ausente.

De tarde recebi um texto muito interessante.
Novamente Clarice rondando a minha porta.
Deixo para mais tarde.
Queria colocar alguma imagem nele.
Sei que foi forte ler. Está sendo forte. Estou sendo forte.

Amanhã não tem trabalho. Amanhã é descanso.
A sessão é tarde. Mesmo assim quando chegar tenho tempo de sobra para escrever.
Tenho tempo de sobra agora...
E tenho uma distância denovo dela. Vai viajar denovo. Mais uma semana longe.
Já avisei. E reaviso. E falo mais um vez...
Vai e volta. Mas o ioiô aqui é você. E não eu.

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Eu vooooooltei. Sim, de tarde. E quase dormindo acordada.
Cheguei em casa e mal consegui proferir qualquer palavra.
Uma noite mal dormida. Cheia de ... cheia de loucuras.
Tudo bem, um dia a gente surta, e no outro também.

Foi muito bom estar fora de sampa.
Estar com gente inteligente. Diferente. Estar com quem se gosta.
Campinas é uma cidade muito interessante.
Até o "Tonico's" eu conheci desta vez. Um bar que faz homenagem a Carlos Gomes.
Sabe do que eu gosta nela? Do companheirismo. Das conversas. E como a gente fala hein!
E como a gente gosta de tantas coisas em comum.
O simples ato de ver tv fica mais gostoso. E eu fico resmungando das notícias.
Você deve se divertir a beça. Ah deve...

A gente sai, vê filme.... Aliás sinal vermelho para o filme Mata-me de Prazer.
Creeeeeeeeedo que horror. Não recomendo, não quero nem lembrar que eu vi.
Que disperdício. Mas valeu, estava em boa compania e isso que importa.
E no final das contas, boas risadas...
Depois pizza, vinho, vinho, vinho e sobremesa. Porque eu não vivo sem doce.
Sabe que eu gosto de beber. Claro sem dar vexame. Ou como você diz: dar bafon.
O que eu gosto é de apreciar uma boa beida, uma boa comida...
Nossa como a gente come bem quando estamos juntas. E bebe também. E aproveita cada minuto.

Chega, para quem dormiu de tarde, e está cansada. Até que foi bastante.
Amanhã tem mais. Aqui ou aí.
Se quiser eu volto correndo para te ver. É só querer.
Mas também posso fugir.
Depende de você.

Já que me apresentou a música. Eu coloco aqui a letra.
Vale a pena conferir este cd póstumo da Cássia Eller.

All Star - Nando Reis

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias mas a Terra avisto em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras,
Satisfeito, sorri
quando chego ali
e entro no elevador
aperto o 12 que é o seu andar
não vejo a hora de te encontrar
e continuar aquela conversa
que não terminamos ontem
ficou pra hoje.

Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu All star azul combina com o meu, preto, de cano alto
Se o homem já pisou na Lua, como eu ainda não tenho seu endereço
O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato


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Quarta-feira, Janeiro 01, 2003

Arruma a mochila.
Também não vou passar tanto tempo assim longe.
Sábado eu volto.

Meu horóscopo promete.
Todos que li até agora. E ainda o que minha mãe acha por aí.
Ano de mudanças. Acontecimentos. E fala muito do lado profissonal.
Amoroso também. Li algumas coisas que foram animadoras.
Eh, também ânimo é o que não falta.

Fui ver Água quente sob uma ponte vermelha.
Nha, não sei ainda se gostei ou não.
Fotografia linda, música linda... a composição da cena...
Mas o filme. É maluco. Bem maluco.
Tem umas metáforas que precisam ser muito bem pensadas.
Assuntos que se conversam no jantar.

Primeiro post do ano. E deu branco.
Ah então sabe oque?
Coloco aqui aquela música que me fez voltar atrás.
Aquela que escolhi como sendo a última.
Lembra?! Escrevi: Porque a gente foi muito musical não é mesmo?
E mesmo não sendo este um post de despedida, ao mesmo tempo ele é.
Pois o ano se foi.

Pra Dizer Adeus - Tom Jobim

Adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinha
Tão sozinha amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Desse meu caminho
Ah, nem é bom saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto eu queria dizer
Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só

Pra dizer adeus


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