"Todo eu sou qualquer força que me abandona."
Alberto Caeiro


Sobre o mar:
26 anos
Publicitária
Sagitariana
Admiradora do mar
Admiradora da lua
Ama música
Ama literatura
Ama as artes

Para falar com o mar

Ando escutando:

Chico Buarque
Zélia Duncan
Indigo Girls
Jevetta Steele
Amy Grant



Na lista de leitura:

A Arte da Guerra

O homem duplicado

Fragmentos de um Discurso Amoroso

Não se pode ser feliz e amar ao mesmo tempo

Onde o mar vai:

A Menina no Espelho
Alma do meu Sonho
Alma Perdida
Ampulheta Azul
Avesso dos Olhos
Bloco de Notas
Brisa do Mar
Cais em Plano
Crazy Salad
Desnudas
Entre Nós
Estabelecimento da Certeza
Lullaby
Menina do Vento
Meu vício desde o início
Misstieme
On Camera
Ou Isto Ou Aquilo
Pedaços de Pessoa
Rafas
Recanto da Lua
Transmutação
Walkwoman




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Quinta-feira, Maio 04, 2006

Cedo ou Tarde - Cassiano e Marisa Monte

Tudo na vida é natural, eu sei
Que a vingança é o mal do amor
Que a incerteza só traz dor
Que não há lugar pro amor
A verdade cedo ou tarde vem
Nada sei pra te dizer
Da saudade que se foi ela voltou
Alcancei o que sonhei
Liberdade sou a paz de mim mesmo
Tudo é natural
Nada sei te dizer
Da saudade que se foi, ela voltou
Alcancei o que sonhei
Liberdade sou a paz de mim
Que a vingança é o mal do amor
E a incerteza só traz dor
E não há lugar pro amor
A verdade cedo ou tarde vem





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Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006

Foi assim num dia claro
que o mar se tornou mais ofuscante que o sol.
O astro rei cegou com toda a sua solidão
foi assim, que o mar calmo das 6h
maré baixa
(se tornou mais rala ainda)
quase areia, sem sombra, sem dúvida, sem luz.

Foi assim numa tarde clara
que o mar se tornou triste e chorou, a dor do tempo.
Tempo infame de quase cinco minutos a mais
que já tinham passado sem dó
foi assim, que o mar agitado das 17h
maré alta
(se tornou um onda oceânica)
quase afogou, com suor, com sobriedade, com luz.

Foi assim, dando adeus, ouvindo os Bem-te-vis
no topo das árvores, também no topo da construção
dando mais um adeus.

E a tal maré?
Foi baixa e depois alta
Foi alta e depois baixa
A tal da maré
Não deixou meus pés marcados na areia quando se foi...

A perfeição - Clarice Lispector

O que me tranqüiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.

O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.

Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.

O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.

Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.


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Segunda-feira, Janeiro 09, 2006

O que dizer depois de tanto tempo?
As vezes acho que não sei mais andar direito
Sempre estou com os mesmos calçados
Não me canso de ser sempre assim. Imutável.

Tenho verbos, pronomes e adjetivos que me controlam
Tenho força, um lápis, uma caneta e um bloco de notas
Falta mesmo a voz, a vontade e a coragem
Me falta voltar a encarar uma folha em branco

Não sei mais como escreveria para você
Não sei mais como escreveria para mim
Não sei mais como dominar as palavras que correm
Que vão tão longe, longe mesmo
Que vão comigo pela estrada, para o trabalho,
Malditas palavras que me perseguem no banho
No meio da maldita fumaça
No meio de dentro,
Dentro de mim...

O que sei agora, por falta de prática
É que preciso voltar, cair, sentir, palpitar
Sei mais agora que antes
E continuo fazendo os mesmo erros de sempre

Tento e persisto
E sempre te vejo nessas malditas sombras
Nas malditas fumaças
Nas malditas palavras

Que maldição foi essa que me pegou?

Where you Are - October Project

" (...) Nothing but a blue horizon
All around us like a glove
Feeling it go on forever
Far below us
Far above

here you are
Do you know I think of you
Where you are
Do you know
I hope you do

Shining like a summer rainbow
We are colors
We are bright
Vanishing into the sunshine
Like a river made of light (...)"


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Segunda-feira, Outubro 24, 2005

De vez em quando,
Só de vez em quando mesmo,
A gente encontra alguém,
Que também fala algo assim:

Katie - Missy Higgins

Katie was a little girl who said "I'll find a way"
Katie was a little girl who said "it'll be ok"
Till one day she found a little bit of something she used to drown
She said "I'm alive and I am free, but you see I have control over me"

But will you draw the line?
Turn a blind eye to all the faces that you know?
And she said, "go"

Katie was a little girl who never found the way
Katie was a little girl who never was ok
Cause one day she found a little bit of something she used to drown
She said "I'm alive and I am free, but you see I have control over me"

But will you draw the line?
Turn a blind eye to all the faces that you know?
And she said, "go"

She said "I'm alive and I am free, but you see I have control over me"...

But will you draw the line?
Turn a blind eye to all the faces that you know?
And she said, "go"

And she said... "go"



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Quarta-feira, Julho 20, 2005

Me deixo levar por uma semana, para talvez pode voltar,
quem sabe eu, ou outra qualquer, quem sabe pois eu não sei,
sei que quero que passe logo... passa sim, logo passa.

Hoje me bastam as palavras, que fazem a imagem certa,
não necessito de nada além de um espelho de vogais e consoantes,
Nelas estão o reflexo perfeito da imagem que sou.
Se fosse eu mesma na imagem.

Se eu fose eu - Clarice Lispector
"Quando não sei onde guardei um papel importante e a procura se revela inútil, pergunto-me: se eu fosse eu e tivesse um papel importante para guardar, que lugar escolheria? Às vezes dá certo. Mas muitas vezes fico tão pressionada pela frase "se eu fosse eu", que a procura do papel se torna secundária, e começo a pensar. Diria melhor, sentir.
E não me sinto bem. Experimente: se você fosse você, como seria e o que faria? Logo de início se sente um constrangimento: a mentira em que nos acomodamos acabou de ser levemente locomovida do lugar onde se acomodara. No entanto já li biografias de pessoas que de repente pasavem a ser elas mesmas, e mudavam inteiramente de vida. Acho que se eu fosse realmente eu, os amigos não me cumprimentariam na rua porque até minha fisionomia teria mudado. Como? Não sei.
Metade das coisas que eu faria se eu fosse eu, não posso contar. Acho, por exemplo, que por um certo motivo eu terminaria presa na cadeia. E se eu fosse eu daria tudo que é meu, e confiaria o futuro ao futuro.
"Se eu fosse eu" parece representar o nosso maior perigo de viver, parece a entrada nova do desconhecido. No entanto tenho a intuição de que, passadas a primeiras chamadas loucuras da festa que seria, teríamos enfim a experiência do mundo. Bem sei, experimentaríamos enfim em pleno a dor do mundo. E a nossa dor, aquela que aprendemos a não sentir. Mas também seríamos por vezes tomados de um êxtase de alegria pura e legítima que mal posso adivinhar. Não, acho que já estou de algum modo adivinhando porque me senti sorrindo e também senti uma espécie de pudor que se tem diante do que é grande demais."


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Quinta-feira, Maio 05, 2005

Sabe quando você quer vomitar todas as palavras do mundo ao mesmo tempo?
E a única coisa que sai é apenas um sussurro,
que pode ser confundido com o vento, veneno da alma.

Sabe quando aquela cena, daquele episódio, faz com que uma pessoa,
se torne duas, ou três, ou até mesmo uma multidão,
gritando.

E aí você deseja apenas o silêncio daquele sussurro, do vento. Sabe?

Sabe quando o cheiro, do copo cheio de café, de uma pessoa,
te traz um gosto doce na boca, repleto de satisfações e
lembranças.

Sabe quando aquela música, desenterrada, estava a sete palmos,
se torna uma constante, e você não consegue adormecer antes de terminar,
o refrão final.

E aí você deseja, ou desejaria, que o mundo fosse um eterno silêncio,
que as palavras apenas fossem cores, e os objetos apenas sensações,
e a sua pele, só sua, se tornasse uma porta, vai e vem, porta de bambu.
Você também desejaria o bem, se não fosse o passado, você até desejaria o bem,
se não fosse aquele passado, cheio de cheiros, sabores, sons e cores.

E aí o que acontece?
Você está coberta de pele.
E a pele se molha pelo que escorre... que pode ser água, ou não.



Roads - Portishead
Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say
How can it feel, this wrong
From this moment
How can it feel, this wrong
Storm.. in the morning light
I feel


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Segunda-feira, Maio 02, 2005

Ando assim, um tanto infantil. Um tanto feliz. Outro tanto eu mesma.
Não venho mais por falta de... alguma coisa que não sei o que é.
Mas para matar um pouco da saudade que sinto das palavras,
é aqui que venho respirar.



Balão Azul - Turma do Balão Mágico

Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou um cientista
O meu papo é futurista e lunático
eu vivo sempre no mundo da lua
Tenho alma de artista
Sou um gênio sonhador e romântico
Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo pro infinito
Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente, venha que será um barato
Pegar carona nessa cauda de cometa
Ver a Via Láctea, estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde numa nebulosa


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Segunda-feira, Janeiro 10, 2005

Segunda de manhã, chegada a São Paulo.
As vezes sinto vontade de nunca voltar.
As vezes a volta é cansativa.
Por vezes faria meia volta volver.

Hoje segunda. E um arco-íris no céu.
Que só eu vi. Só eu e mais ninguém.
Se alguém mais viu se manifeste.

No final dele? Não tinha final, nem vi começo.
Não era muito colorido. As cores não eram fortes.
Mas era sim, um arco-íris.

Olhos grudados ao redor do sol.
Lá estava ele quietinho sem querer ser notado.
Talvez eu estivesse dentro de um pensamento,
não meu, mas de Caeiro...



"Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela."

(Não Basta - Alberto Caeiro)


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Quarta-feira, Janeiro 05, 2005

Ano que muda, mudo eu também
Mudo os rumos, mudo de querer mudar
Mudar de casa, de lugar, de pensar
Mudar de trabalho, mudar de rua
Mudo não no silêncio
Mudo de quem quer falar
De quem anseia mudar
E não se calar.

Não mudo de prosa, vou de verso
Não mudo de verso, vou de prosa
Mudo de canção, de direção
Mudo daqui para lá
Ainda na transição

E vem Cecília sempre Cecília.

"... Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."
(A arte de ser feliz - Cecília Meireles)


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Domingo, Outubro 03, 2004

Na estrada novamente, noite
No céu uma lua estranha. Cor de terra.
Meio vermelha, meio amarela. Quase barro.

Os olhos emaranhados de pensamentos.
Cerrados por uma semi saudade.
Linhas brancas passavam desapercebidas.
O asfalto mais lento trocava passos com ela.
Um baile noturno de cores.

O cheiro? Da tentação da estrada.
Chegando ao nunca, um distrito atemporal.
Partindo do sempre, destino, cidade, São Paulo.

As formas tornaram a viagem irreal.
Formas de carros, pessoas, caminhões, árvores...
Geometria incompleta das sensações.
Desenhava o amor e a saudade.
Desenhava também a felicidade.
De poder ouvir:

Lua e Mar - Chico Buarque

"...E foram ficando marcadas
Ouvindo risadas, sentindo arrepios
Olhando pro rio tão cheio de lua
E que continua
Correndo pro mar
E foram correnteza abaixo
Rolando no leito
Engolindo água
Boiando com as algas
Arrastando folhas
Carregando flores
E a se desmanchar
E foram virando peixes
Virando conchas
Virando seixos
Virando areia
Prateada areia
Com lua cheia
E à beira-mar "


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Sábado, Setembro 25, 2004

Acordei hoje com o pensamento no mar.
Num luar, num pensar, num exato lugar.
Dentro de mim econtrei um suspiro solto.
Pipa no céu, vento fiel.

Encontrei você dormindo dentro de mim.
Falou-se, encontrou-se, não despediu-se.
E a conjugação está no tempo errado.
Errado de espelho que virou rodando a noite.

Acordei hoje num céu nublado de nuvens ralas.
Ainda na cama sentindo a areia no corpo.
A paixão pelo além mar foi me transtornando aos poucos.
Me deixando, assim, deixada, esperando reencontros.
Me soltando, assim, solta, esperando despedidas.
Me querendo, assim, querida, esperando ...
...esperando quem sabe amanhã.

Mais mar que me passa na alma.
Mais areia que sinto na pele.
Mais... os olhos fechados e o vento da praia no rosto.
Mais... a maresia quieta sussurrando... vem...

Eu queria te desenhar hoje um vão pensamento.
Eu queria te desenhar hoje um guarda-sol.
Eu queria te desenhar hoje uma casinha simples, daquelas bem simples mesmo.
Eu queria te desenhar hoje uma praia, daquelas com onda o dia todo.
Eu queria te desenhar hoje um bambu.
Eu queria te desenhar hoje...
Ao invés disso te escrevi.



Tem certas ondas que deveriam nos levar para sempre...

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Sexta-feira, Agosto 20, 2004

Mar misterioso mar.
Te vejo longe, mas de perto.
Te vejo semana a semana.
Te vejo ondas infindáveis.
Mar misterioso mar.

Acaba a semana. Acaba de começar.
Algumas semana começam nas quartas.
Outras começam nas quinta.
Outras, ainda, teimam em não começar.

Eu começo quando o mar decide se mostrar.
Seja sem ondas, seja de ressaca, seja como for.
Eu termino quando o mar decide se manifestar.

Intercalo: mar, amar, terminar, começar.
Não nessa ordem.
Matemáticos me disseram: "a ordem dos fatores não altera o produto".
E que este produto seja algo que vem do mar.
Com voz de sereia a encantar.
Num canto do mar. Meu canto de sereia.

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Terça-feira, Agosto 10, 2004

Torno a ser espelho no meu reflexo.
Me vejo nas palavras que vem do mar.
Sou pessoa caminhando no entardecer.
Brisa no rosto e suspiro no ar.
Cheiro de maresia que me arrasta.
Dentro da água, dentro do mar, dentro de mim.

Torno a ser espelho de algo que nunca fui.
Vejo reflexo escondido entre escombros.
Vejo futuro no mar.
Vejo, desvejo, revejo, almejo.

Torno a ser espelho.
De um novo reflexo.

Há+mar= Amar
E se são dois os mares.
Vira tão e somente uma relação.

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Domingo, Julho 11, 2004

Pouco mais de três.
Pouco de foi por quase pouco.
Abro a janela aqui para te esperar.
A chuva vem forte contra meu rosto.

Passei a noite dentro das músicas.
Passei a noite dentro de mim e de você.
E não acho saída aqui em mim.
Olhos, ouvidos, boca, mãos.
E tudo me remete a você.

Olho denovo pela janela.
Será que você já vem?
Quase posso ouvir seus passos.
Quase posso ouvir sua respiração.
Quase posso te pegar.
Sempre é quase. Pois quando chego perto...

Aí não sei que horas são.
Pois o tempo anda mudo para mim.
Aqui sei o que quero. Que horas são.
Hora de lutar mais uma vez.
Hora de pedir desculpa pelo erro cometido.
Hora de ver se realmente você me quer...



"I'm coming back to you,
This time to stay.
If I've learned one thing
It's that I can't stay away"

(Information Society - Repetition)



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Sexta-feira, Julho 09, 2004

Avesso de começo, que termina na rua do lado.
Na casa amarelada do tempo.
Nove e trinta e sete.
Escrever o tempo toma tempo.
Escrever o tempo tomando tempo.
Escrever o tempo: "ah dá um tempo."

Noite passada, já foi. E o sonho volta.
São dois. Novamente. Denovo. Repetidos.
Num deles sou pessoa morta.
Com faca na barriga e sorriso sarcástico.
Sou faca enterrada pelo pior inimigo. A imaginação.
Sou sangue no chão pelo temor do antigo amor.
Sou olhos mareados pedindo perdão.
Sou pele morta pelo amor que senti.
Sou morta pela mão que tocava a sua mão... ou que ainda toca.

Outo sonho. Um ônibus. Uma antiga amiga dentro.
O dinheiro não basta. O ônibus corre.
Nós duas dentro. Nós que dividimos tanto.
Nós que deixamos o amor fugir pela fresta da porta.
Nós que durante anos fomos pura amizade - não chegou o amor.
No ônibus correndo ainda sinto você do meu lado.
Parada olhando a janela...
Tenho sonhado tanto contigo.
E não sei o que você quer me dizer.

Feriado aqui. Dor aqui. Saudade misturada. Um pouco de raiva.
Não para coração, são sustos demais.
Aqui se segue vivendo...
Tudo bem, hoje eu vou dançar.

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